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Fandango caiçara

Início Bens Culturais Imateriais Registrados São Paulo (SP) Cananéia Fandango caiçara
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  • Acesse a página Fandango de Moda em Moda: sons e territórios caiçaras - Episódio 1 Primeiro episódio da série de podcasts produzida pelo Coletivo de Salvaguarda do Fandango Caiçara e promovida pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), com o objetivo de difundir a diversidade musical presente no território caiçaras por meio da troca de saberes e de entrevistas com mestres fandangueiros. Nesse episódio, ouvimos a entrevista com o Mestre Maurício Lima Alves, de Peruíbe/SP.
  • Acesse a página Fandango de Moda em Moda: sons e territórios caiçaras - Episódio 2 Segundo episódio da série de podcasts produzida pelo Coletivo de Salvaguarda do Fandango Caiçara e promovida pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), com o objetivo de difundir a diversidade musical presente no território caiçaras por meio da troca de saberes e de entrevistas com mestres fandangueiros. Nesse episódio, ouvimos a entrevista com o Mestre Cleiton do Prado, de Iguape/SP
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Sobre o bem cultural

Vídeo de registro

Fandango Caiçara

Data

29/11/2012

Palavras-chave

Fandango Caiçara

Período de ocorrência

Não informado

Abrangência do registro

Regional

Proponente do Registro

Associação de Fandangueiros do Município de Guaraqueçaba | Associação de Cultura Popular Mandicuéra | Associação Cultural Caburé | Associação dos Jovens da Juréia | Associação Rede Cananéia | Instituto de Pesquisas Cananéia | Associação dos Fandangueiros de Cananéia | Instituto Silo Cultural

Vinculo com Inventário Nacional de Referências Culturais

Fandango Caiçara no Paraná e São Paulo

Etiqueta temática

Danças | Musicalidades | Povos e comunidades tradicionais

Objetivos de Desenvolvimento Sutentável

Arte, cultura e comunicação (Objetivo 19) | Cidades e comunidades sustentáveis (Objetivo 11) | Educação de qualidade (Objetivo 4) | Povos originários e comunidades tradicionais (Objetivo 20) | Vida terrestre (Objetivo 15)

Informações de destaque lateral

Livro de Registro

Livro das Formas de Expressão

Data de Registro

29/11/2012

Estados Brasileiros

Paraná (PR) | São Paulo (SP)

Municípios Brasileiros

São Paulo (SP) > Cananéia | Paraná (PR) > Guaraqueçaba | São Paulo (SP) > Iguape | São Paulo (SP) > Ilha Comprida | Paraná (PR) > Morretes | Paraná (PR) > Paranaguá | São Paulo (SP) > Peruíbe

Acesse o processo de registro no Sistema Eletrônico de Informação

Registro no SEI

Acesse as ações de salvaguarda realizadas

Ações de salvaguarda

Denominação

Fandango caiçara

Descrição Completa

O Fandango Caiçara é uma manifestação cultural que reúne música, dança, poesia e celebração, com raízes profundas no cotidiano das comunidades litorâneas do sul de São Paulo e do norte do Paraná. Trata-se de uma prática social viva, transmitida entre gerações e fortemente ligada ao ambiente natural, à organização do trabalho e às formas de convivência local.

Os encontros onde o fandango acontece são chamados de bailes. Realizados em salões, casas, pátios ou centros comunitários, esses eventos transformam o espaço em um ambiente de partilha e construção coletiva. É ali que violas, rabecas, adufos e tamancos marcam o compasso das modas e marcas, acompanhando cantigas compostas ou recriadas pelos próprios brincantes. O repertório é dinâmico e responde aos contextos vividos por quem canta e dança. Os versos podem falar de saudade, amor, histórias da comunidade ou acontecimentos do dia a dia, sempre com criatividade e improviso.

A dança também é diversa. Em algumas localidades, os homens usam tamancos para bater o ritmo no chão — o chamado fandango batido. Em outras, prevalece o bailado ou fandango valsado, dançado em pares, em roda, com passos mais suaves. A variedade de estilos reflete as múltiplas linhagens e tradições dentro das comunidades caiçaras. Cada grupo desenvolve sua forma de tocar, dançar e compor, conforme o território, os mestres e os modos de vida que os cercam.
O fandango está historicamente ligado ao trabalho coletivo nas roças, nas pescarias e nas casas. Durante muito tempo, os bailes eram organizados como forma de retribuição aos mutirões — chamados de “adjutórios” ou “puxirões” —, em que vizinhos se reuniam para plantar, colher, construir ou puxar rede. Ao final da jornada, vinha a celebração com comida farta, música e dança. Essa lógica de solidariedade, reciprocidade e partilha está no centro da prática fandangueira e molda as relações sociais da região.

Ao mesmo tempo em que reforça identidades locais, o fandango também funciona como espaço de aprendizado. Os saberes são transmitidos oralmente, na convivência entre gerações. Mestres e mestras ensinam a tocar, cantar, fazer versos, construir instrumentos e respeitar os códigos da dança. Há ainda todo um universo de técnicas envolvidas na confecção das violas e rabecas, muitas vezes feitas com madeiras nativas e adaptadas às condições locais. Esses conhecimentos acumulados são patrimônio das famílias, dos grupos e das comunidades que mantêm a prática viva.

O fandango segue em movimento. Apesar das transformações trazidas pela urbanização, pelo turismo e pelas mudanças no modo de vida, ele se mantém presente em festas comunitárias, projetos culturais, encontros entre grupos e circuitos de apresentações. Jovens seguem aprendendo com os mais velhos, e novas formas de organizar os bailes são criadas, sempre em diálogo com os desafios do presente. Em muitos casos, o fandango também se torna uma forma de gerar renda, atrair visitantes e afirmar a cultura caiçara como expressão legítima e respeitada.


O reconhecimento do Fandango Caiçara como patrimônio cultural brasileiro ocorreu em 2012, por decisão do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, com seu registro no Livro das Formas de Expressão. No mesmo ano, o trabalho desenvolvido pelo Museu do Fandango, em Paranaguá (PR), foi destacado pela Unesco como uma das boas práticas internacionais de preservação cultural. Essa distinção conferida à iniciativa local reforça a importância do fandango como expressão viva da cultura caiçara e inspira ações de salvaguarda e valorização. Esses reconhecimentos reafirmam o valor da manifestação para a sociedade, contribuindo para sua proteção e continuidade por meio de políticas públicas e da mobilização das comunidades envolvidas.
Esta descrição faz parte da síntese do conteúdo do processo administrativo nº 01450.014268/2008-59. O texto foi elaborado com o auxílio de inteligência artificial, baseado nos documentos do BCR (Bens Culturais Registrados) e revisado por especialistas humanos. Nosso objetivo é tornar as informações mais acessíveis e compreensíveis para todas as pessoas. Caso encontre alguma inconsistência ou tenha sugestões de melhoria, entre em contato conosco. A sua participação é fundamental para valorizarmos e preservarmos nosso patrimônio cultural!

Solicitação de Registro do Bem

Pedido para registro de bem cultural

Data do Documento

26/07/2008

Autor

Associação de Fandangueiros do Município de Guaraqueçaba | Associação de Cultura Popular Mandicuéra | Associação Cultural Caburé | Associação dos Jovens da Juréia | Associação Rede Cananéia | Instituto de Pesquisas Cananéia | Associação dos Fandangueiros de Cananéia | Instituto Silo Cultural

Anuência da Comunidade

Anuência para registro de bem cultural

Data do Documento

24/07/2008

Autor

Comunidade Detentora do Bem Cultural

Nota Técnica de Pertinencia

Nota técnica de pertinência

Data do Documento

17/11/2008

Autor

Marcus Vinícius Carvalho Garcia

Ata/Decisão da Câmara Técnica do Patrimônio Imaterial

Ata de reunião da câmara de patrimônio imaterial

Data do Documento

29/11/2012

Autor

Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)

Dossiê do Registro

Dossiê de registro

Data do Documento

2011

Autor

Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)

Parecer técnico do Iphan

Parecer técnico de registro

Autor

Luciana Borges Luz

Aviso de tramitação no DOU

Aviso no diário oficial da união

Data do Documento

25/06/2012

Autor

Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)

Parecer do relator do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural

Parecer do conselho consultivo

Data do Documento

29/11/2012

Autor

Rosina Coel Alice Parchen

Ata do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural

Atas de reunião

Data do Documento

29/11/2012

Autor

Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)

Título do Bem

Titulação de registro de bem cultural

Autor

Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)

Certidão do Registro do Bem

Certidão de registro de bem cultural

Data do Documento

06/03/2013

Autor

Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)

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