
Bem
Cultural
Imaterial
O patrimônio cultural imaterial é tudo aquilo que dá sentido à memória e à identidade coletiva de um povo, mas que não é físico, concreto, material. Ele aparece nos saberes e modos de fazer, nos rituais, nas danças, nas músicas, nas festas e nos lugares marcados pelos afetos coletivos.
É aquilo que não se pega com as mãos, mas se sente na fala, no gesto e no convívio, como os ensinamentos que recebemos dos nossos avós. São os laços e vínculos que sentimos durante uma celebração ou a maneira como se faz um bordado.
Esse patrimônio é vivo, transmitido de geração em geração, e está sempre mudando com as pessoas e os territórios onde acontece.


De acordo com a Convenção para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial da Unesco, de 17 de outubro de 2003, patrimônio imaterial são:
as práticas, representações, expressões, conhecimentos e técnicas – junto com os objetos e lugares culturais que estão ligados a essas tradições – que as comunidades e grupos reconhecem como parte de sua cultura. Esse patrimônio é passado de geração em geração e é recriado constantemente pelas comunidades, o que ajuda a criar um sentimento de identidade e continuidade, além de promover o respeito à diversidade cultural e à criatividade humana.
Quando um bem cultural imaterial é reconhecido pelo Iphan como Patrimônio Cultural do Brasil, ele passa a ser registrado como tal, com o compromisso de preservação e valorização.

Registrar um bem não significa congelar uma tradição, mas reconhecer seu valor e apoiar sua continuidade com base na escuta e na participação das comunidades detentoras. É uma forma de proteger os vínculos entre cultura e vida, garantindo que esses patrimônios sigam sendo praticados, recriados e celebrados — ajudando a manter viva a pluralidade que faz do Brasil um país único em sua riqueza cultural.
