A Plataforma
O “Bem Brasileiro” é a plataforma digital oficial do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), criada para conectar o público às tradições, saberes e festas que compõem o Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil.
Ela reúne os bens reconhecidos e protegidos pelo Iphan e nela você encontrará documentos detalhados relacionados ao processo de reconhecimento e salvaguarda de bens culturais imateriais, além de outros conteúdos que ajudam a entender a história e a importância de cada uma dessas expressões culturais.
A história e a Base Tecnológica
A história da plataforma está ligada à construção de políticas públicas que incentivaram o uso de tecnologias livres (abertas) e o fortalecimento da cultura digital no Brasil. Esse movimento ganhou força entre 2003 e 2008, quando o Ministério da Cultura, sob a gestão de Gilberto Gil, passou a estimular o desenvolvimento de ferramentas colaborativas para a difusão da cultura. Foi nesse contexto que nasceram as ideias que inspiraram o Tainacan, um software livre e aberto, voltado à organização e ao compartilhamento de acervos digitais.
O Tainacan é resultado da colaboração entre a Universidade Federal de Goiás (UFG) e a Universidade de Brasília (UnB), contando com o apoio de instituições como o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), o Iphan e o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict).
Desenvolvido sobre o gerenciador de conteúdo WordPress, o sistema utiliza uma plataforma conhecida, com milhares de desenvolvedores e ferramentas que ampliam suas possibilidades. Essa base garante ao Tainacan flexibilidade, sustentabilidade e facilidade de uso, características essenciais para instituições públicas e culturais que desejam gerir e compartilhar seus acervos de forma aberta e acessível.
Lançamento e Conteúdo
O “Bem Brasileiro” surgiu dessa convergência entre cultura, pesquisa e tecnologia. Fruto da parceria entre o Iphan e o Ibict, o projeto foi lançado inicialmente em 2023 como o Banco de Dados de Bens Culturais Registrados (BCR). A partir de setembro de 2025 ganha uma nova identidade e o nome de “Bem Brasileiro”, reafirmando sua vocação pública e ampliando o acesso às informações sobre o patrimônio.
O desenvolvimento da plataforma contou com a atuação do Laboratório de Inteligência de Redes (LabRedes) da Universidade de Brasília, que deu continuidade à experiência anterior do Laboratório de Políticas Públicas Participativas (L3P) da UFG. O LabRedes reuniu especialistas em ciência da informação, computação e patrimônio cultural para estruturar e organizar os dados que compõem o acervo digital, garantindo a qualidade técnica e o respeito às informações.
O acervo do “Bem Brasileiro” é composto por alguns conjuntos principais:
- Imagens e Vídeos: registros visuais dos bens culturais registrados pelo Iphan.
- Documentação: documentos oficiais do processo de registro (dossiês, pareceres e atas).
- Monitoramento e Ações de Salvaguarda: A plataforma também é utilizada ativamente para coletar dados para o monitoramento da salvaguarda dos bens, integrando informações das superintendências espalhadas por todo o Brasil. Assim, o público pode consultar as ações realizadas e os produtos gerados.
Além desses materiais, a plataforma traz mapas interativos que permitem visualizar os territórios e as regiões associadas a cada bem cultural.
O “Bem Brasileiro” expressa uma visão de cultura conectada à tecnologia e ao conhecimento compartilhado. Ele representa o esforço conjunto de instituições públicas e universidades em fortalecer o acesso aberto à informação, promover a memória social e valorizar a diversidade que constitui o patrimônio cultural do Brasil.
A plataforma “Bem Brasileiro” expressa de forma exemplar a articulação entre cultura, ciência e tecnologia. O vídeo de lançamento explica a importância da plataforma e seu papel na difusão do patrimônio imaterial do Brasil.
