Festa do Divino Espírito Santo da cidade de Paraty (RJ)
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Acesse a página Ciranda caiçara de Paraty A Ciranda Caiçara de Paraty (RJ) era chamada de chiba ou de baile da roça. Estes bailes nas comunidades rurais duravam a noite toda, com a execução de danças diversas. O minidocumentário "Ciranda Caiçara de Paraty" tem como protagonistas seis mestres cirandeiros e cirandeiras, que falam sobre suas relações com essa manifestação cultural e a sua importância. O projeto foi realizado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no Rio de Janeiro (Iphan-RJ) em 2023, como ação de salvaguarda para a Festa do Divino Espírito Santo de Paraty.
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Acesse a página Ciranda caiçara de Paraty A Ciranda Caiçara de Paraty (RJ) era chamada de chiba ou de baile da roça. Estes bailes nas comunidades rurais duravam a noite toda, com a execução de danças diversas. O minidocumentário "Ciranda Caiçara de Paraty" tem como protagonistas seis mestres cirandeiros e cirandeiras, que falam sobre suas relações com essa manifestação cultural e a sua importância. O projeto foi realizado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no Rio de Janeiro (Iphan-RJ) em 2023, como ação de salvaguarda para a Festa do Divino Espírito Santo de Paraty.
Sobre o bem cultural
Vídeo de registro
Data
03/04/2013
Palavras-chave
Proponente do Registro
Instituto Histórico e Artístico de Paraty
Período de ocorrência
Vinculo com Inventário Nacional de Referências Culturais
Abrangência do registro
Etiqueta temática
Objetivos de Desenvolvimento Sutentável
Arte, cultura e comunicação (Objetivo 19) | Cidades e comunidades sustentáveis (Objetivo 11) | Paz, justiça e instituições eficazes (Objetivo 16) | Trabalho decente e crescimento econômico (Objetivo 8)
Informações de destaque lateral
Livro de Registro
Data de Revalidação do Registro
17/06/2025
Data de Registro
03/04/2013
Estados Brasileiros
Municípios da Instituição Proponente do Registro
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Denominação
Festa do Divino Espírito Santo da cidade de Paraty (RJ)
Descrição Completa
A Festa do Divino Espírito Santo de Paraty, no Rio de Janeiro, é realizada anualmente com grande participação da população local, que se envolve na organização e na vivência de uma celebração que combina fé, tradição e convivência comunitária. Com raízes no século XVII, a festa tem origem na devoção portuguesa ao Espírito Santo e passou a fazer parte da cultura local desde os primeiros tempos da colonização. Ao longo dos séculos, a celebração incorporou elementos específicos da história da cidade fluminense, reforçando sua presença como um marco do calendário religioso e cultural da cidade.
A organização da festa é liderada por uma figura central chamada festeiro, geralmente um membro da própria comunidade. Cabe a ele, com o apoio de familiares e colaboradores, planejar e coordenar todas as etapas dos preparativos e das celebrações ao longo do ano. Ser escolhido como festeiro é motivo de prestígio e honra, pois representa reconhecimento social e compromisso com a preservação da tradição. A paróquia local é responsável pela coordenação dos ritos religiosos, enquanto a prefeitura oferece suporte à parte festiva e popular da celebração, organizando quermesses, montando barracas e promovendo apresentações culturais.
Os preparativos começam no Domingo de Páscoa, com o levantamento do mastro. A bandeira do Divino, conduzida em procissão, parte da casa do festeiro, passa por residências de fiéis e segue até a Praça da Matriz, onde o mastro é erguido, marcando o início do ciclo festivo. A cidade é então enfeitada nas cores branco e vermelho, símbolos do Espírito Santo, e começa a receber a visita da Folia do Divino, grupo que percorre as casas com cantos e bênçãos, sendo acolhido com alimentos, pouso e manifestações de fé.
A programação oficial da festa tem início na semana anterior ao Domingo de Pentecostes e envolve uma série de atividades que unem o sagrado e o profano. A Alvorada Festiva percorre as ruas do centro histórico com a Banda Santa Cecília, anunciando a chegada dos festejos. No sábado, realiza-se a distribuição de carne abençoada para pessoas em situação de vulnerabilidade, e o Bando Precatório caminha pelas ruas arrecadando contribuições. No domingo, ocorre o Almoço do Divino, seguido por apresentações de bonecos folclóricos, como o Boi de Pano, o Cavalinho e a Peneirinha, que dão à festa um tom lúdico e coletivo.
Um dos momentos mais simbólicos é a coroação do Imperador do Divino, papel assumido por um menino da comunidade durante a missa na Igreja Matriz. Após a cerimônia religiosa, ele e sua corte são homenageados na praça com danças tradicionais, como a das fitas, dos velhos e a apresentação do grupo Marraípa, de Cunha (SP), que encena a dança de Moçambique. A programação se encerra com uma missa de ação de graças e a apresentação da nova comissão festeira para o ano seguinte, garantindo a continuidade do ciclo.
A Festa do Divino é também espaço de reafirmação de vínculos comunitários. A mobilização para sua realização envolve moradores de diferentes perfis e idades, que contribuem com doações, trabalho e saberes tradicionais. A preservação dessa celebração está ligada não só à devoção religiosa, mas também à valorização de costumes locais, ao patrimônio histórico de Paraty e à memória coletiva da cidade.
Reconhecida como Patrimônio Cultural do Brasil, em 2013, a Festa do Divino Espírito Santo de Paraty representa um exemplo significativo da diversidade das manifestações culturais brasileiras e da força das tradições que seguem sendo praticadas e transmitidas em contextos urbanos.
Esta descrição faz parte da síntese do conteúdo do processo administrativo nº 01450.015103/2007-13. O texto foi elaborado com o auxílio de inteligência artificial, baseado nos documentos do BCR (Bens Culturais Registrados) e revisado por especialistas humanos. Nosso objetivo é tornar as informações mais acessíveis e compreensíveis para todas as pessoas. Caso encontre alguma inconsistência ou tenha sugestões de melhoria, entre em contato conosco. A sua participação é fundamental para valorizarmos e preservarmos nosso patrimônio cultural!
Nota Técnica
Data do Documento
01/06/2023
Autor
Rafael Bello Klein | Luan Silveira Alves de Moura | Rodrigo Martins Ramassote
Parecer Técnico de Revalidação
Publicação do Extrato de Parecer de Reavaliação no Diário Oficial
Data do Documento
03/10/2024
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Ata da Reunião da Câmara Técnica de Patrimônio Imaterial
Data do Documento
13/11/2024
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Ata da Reunião do Conselho Consultivo
Data do Documento
17/06/2025 | 18/06/2025
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Termo de Averbação
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Solicitação de Registro do Bem
Data do Documento
15/06/2005
Autor
Instituto Histórico e Artístico de Paraty
Anuência da Comunidade
Data do Documento
30/01/2008
Autor
Comunidade Detentora do Bem Cultural
Nota Técnica de Pertinencia
Ata/Decisão da Câmara Técnica do Patrimônio Imaterial
Data do Documento
29/08/2011
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Dossiê do Registro
Data do Documento
2010
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Parecer técnico do Iphan
Aviso de tramitação no DOU
Data do Documento
09/04/2012
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Parecer do relator do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural
Data do Documento
02/04/2013
Autor
Luiz Phelipe de Carvalho Castro Andrès
Ata do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural
Data do Documento
03/04/2013
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Título do Bem
Data do Documento
09/05/2013
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Certidão do Registro do Bem
Data do Documento
17/05/2013
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)














