Jongo no Sudeste
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Acesse a página Dia do Jongo Vídeo jornalístico registra a audiência pública realizada no Rio de Janeiro, em 2011, responsável pela criação do Dia Estadual do Jongo.
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Acesse a página Inventário Nacional de Referências Culturais do Jongo no ES-2014 Produzido no âmbito do Inventário Nacional de Referências Culturais (INRC) do Jongo no Espírito Santo, realizado entre 2013 e 2014 – através da contratação da empresa Têmporis e com o acompanhamento técnico da Superintendência do Iphan no Espírito Santo – este curta metragem tem como foco grupos no Espírito Santo praticantes do Jongo/Caxambu, forma de expressão verificada nos quatro estados da região Sudeste do Brasil e que foi registrada no ano de 2005 como Patrimônio Cultural pelo Iphan. Explorando assuntos como o discurso da origem, instrumentos utilizados e a espiritualidade envolvida nas práticas, o curta metragem nos apresenta de forma sintética diferentes formas que os jongueiros e caxambuzeiros têm de ver e de se relacionar com este bem cultural, o qual criam e recriam em seu cotidiano.
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Acesse a página Dia do Jongo Vídeo jornalístico registra a audiência pública realizada no Rio de Janeiro, em 2011, responsável pela criação do Dia Estadual do Jongo. -
Acesse a página Inventário Nacional de Referências Culturais do Jongo no ES-2014 Produzido no âmbito do Inventário Nacional de Referências Culturais (INRC) do Jongo no Espírito Santo, realizado entre 2013 e 2014 – através da contratação da empresa Têmporis e com o acompanhamento técnico da Superintendência do Iphan no Espírito Santo – este curta metragem tem como foco grupos no Espírito Santo praticantes do Jongo/Caxambu, forma de expressão verificada nos quatro estados da região Sudeste do Brasil e que foi registrada no ano de 2005 como Patrimônio Cultural pelo Iphan. Explorando assuntos como o discurso da origem, instrumentos utilizados e a espiritualidade envolvida nas práticas, o curta metragem nos apresenta de forma sintética diferentes formas que os jongueiros e caxambuzeiros têm de ver e de se relacionar com este bem cultural, o qual criam e recriam em seu cotidiano.
Sobre o bem cultural
Vídeo de registro
Período de ocorrência
Abrangência do registro
Proponente do Registro
Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular
Vinculo com Inventário Nacional de Referências Culturais
Etiqueta temática
Cultura afro-brasileira e diaspórica | Danças | Musicalidades
Objetivos de Desenvolvimento Sutentável
Arte, cultura e comunicação (Objetivo 19) | Educação de qualidade (Objetivo 4) | Igualdade étnico-racial (Objetivo 18) | Paz, justiça e instituições eficazes (Objetivo 16) | Redução das desigualdades (Objetivo 10)
Informações de destaque lateral
Livro de Registro
Data de Registro
15/12/2005
Data de Revalidação do Registro
04/09/2024
Estados Brasileiros
Espírito Santo (ES) | Minas Gerais (MG) | Rio de Janeiro (RJ) | São Paulo (SP)
Municípios Brasileiros
Rio de Janeiro (RJ) > Angra Dos Reis | Rio de Janeiro (RJ) > Barra do Piraí | Minas Gerais (MG) > Carmo da Cachoeira | Espírito Santo (ES) > Conceição da Barra | São Paulo (SP) > Cunha | São Paulo (SP) > Guaratinguetá | São Paulo (SP) > Lagoinha | Minas Gerais (MG) > Passa Quatro | Rio de Janeiro (RJ) > Pinheiral | São Paulo (SP) > Piquete | Rio de Janeiro (RJ) > Rio de Janeiro | Rio de Janeiro (RJ) > Santo Antônio de Pádua | São Paulo (SP) > São Luís do Paraitinga | Espírito Santo (ES) > São Mateus
Acesse o processo de registro no Sistema Eletrônico de Informação
Acesse o processo de revalidação no Sistema Eletrônico de Informação
Acesse as ações de salvaguarda realizadas
Denominação
Jongo no Sudeste
Descrição Completa
O Jongo é uma expressão cultural afro-brasileira marcada pelo som dos tambores, pela dança em roda e por cantos enigmáticos chamados de pontos. Presente nas comunidades do Sudeste brasileiro, o Jongo tem raízes profundas nas tradições dos povos africanos de língua banto, trazidos para o Brasil durante o período da escravidão. A prática se consolidou entre os trabalhadores escravizados das lavouras de café e de cana-de-açúcar e, com o tempo, tornou-se uma forma de resistência, de comunicação cifrada e de celebração coletiva.
O Jongo é uma manifestação artística, mas também um espaço de convivência, de transmissão de saberes e de preservação da memória. Os pontos, por exemplo, são versos cantados que podem trazer recados sobre o cotidiano, louvores aos ancestrais, críticas sociais ou enigmas que desafiam quem ouve. Muitos desses versos eram usados como forma de se comunicar sem que os senhores ou capatazes entendessem o conteúdo. Assim, o Jongo funcionava como instrumento de proteção e afirmação da identidade negra em tempos de repressão.
A roda de Jongo costuma se formar em terreiros, praças ou quintais. Os tambores — tradicionalmente feitos de troncos escavados e couro animal — são tocados com força e reverência. Eles são considerados sagrados pelos jongueiros e recebem cuidados especiais antes de cada apresentação. Quando os tambores começam a tocar, os dançarinos entram na roda em pares ou individualmente, dançando em movimentos ritmados e, muitas vezes, se aproximando para a umbigada — gesto coreográfico de origem africana que simboliza o convite e a continuidade da dança.
Os instrumentos podem variar entre os grupos, mas em geral incluem dois tambores — um mais grave (chamado de tambu ou caxambu) e outro mais agudo (conhecido como candongueiro). Em alguns lugares, também é usada a puíta, um tambor de fricção semelhante à cuíca, e chocalhos artesanais. Os cantos são liderados por um solista e respondidos em coro pelos participantes da roda. Alguns grupos ainda mantêm a tradição da improvisação dos pontos, enquanto outros preservam um repertório transmitido entre gerações.
As apresentações podem acontecer em festas juninas, comemorações de santos católicos como São Benedito e Nossa Senhora do Rosário, celebrações do 13 de maio — data que marca a abolição da escravidão — e também em encontros entre comunidades jongueiras. Muitas vezes, as rodas são iniciadas com cantos de louvação ou pedidos de licença aos ancestrais e aos mais velhos. Além disso, o Jongo está presente em eventos culturais, festivais e projetos educativos, tornando-se também uma forma contemporânea de valorização da cultura negra.
Apesar dos desafios históricos, como o preconceito e a marginalização, o Jongo resistiu ao tempo graças ao empenho de famílias, líderes comunitários, pesquisadores e movimentos sociais. O Encontro de Jongueiros, realizado desde 1996, é uma das principais ações articuladas pelas comunidades para fortalecer a prática, promover a troca de experiências e estimular a participação das novas gerações. Em muitas localidades, crianças e jovens aprendem a cantar e dançar o Jongo em escolas e oficinas organizadas pelas próprias comunidades.
O reconhecimento do Jongo como Patrimônio Cultural do Brasil, em 2005, contribuiu para que essa tradição ganhasse maior visibilidade e respeito. O registro reforça seu valor como forma de expressão construída por populações negras, guardiã de memórias da escravidão e símbolo da criatividade, espiritualidade e resistência cultural no Sudeste do país. Com base em saberes transmitidos oralmente, o Jongo continua a ser reinventado por seus praticantes, sem perder os vínculos com suas raízes.
Esta descrição faz parte da síntese do conteúdo do processo administrativo nº 01450.005763/2004-43. O texto foi elaborado com o auxílio de inteligência artificial, baseado nos documentos do BCR (Bens Culturais Registrados) e revisado por especialistas humanos. Nosso objetivo é tornar as informações mais acessíveis e compreensíveis para todas as pessoas. Caso encontre alguma inconsistência ou tenha sugestões de melhoria, entre em contato conosco. A sua participação é fundamental para valorizarmos e preservarmos nosso patrimônio cultural!
Solicitação de Registro do Bem
Data do Documento
11/05/2004
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) | Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular
Anuência da Comunidade
Data do Documento
26/11/2003
Autor
Comunidade Detentora do Bem Cultural
Dossiê do Registro
Data do Documento
2007
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Parecer técnico do Iphan
Aviso de tramitação no DOU
Data do Documento
05/10/2005
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Parecer do relator do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural
Ata do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural
Data do Documento
10/11/2005
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Título do Bem
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Certidão do Registro do Bem
Data do Documento
15/11/2005
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Nota Técnica
Parecer Técnico de Revalidação
Publicação do Extrato de Parecer de Reavaliação no Diário Oficial
Data do Documento
26/10/2021
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Ata da Reunião da Câmara Técnica de Patrimônio Imaterial
Data do Documento
15/03/2022
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Ata da Reunião do Conselho Consultivo
Data do Documento
03/09/2024 | 04/09/2024
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Termo de Averbação
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Plano de Salvaguarda
Data do Documento
2025
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.













