Frevo
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Acesse a página 96ª Reunião Extraordinária do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural A Reunião Extraordinária do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural analisou as propostas de revalidação dos títulos de bem cultural referentes a Feira de Caruaru, Tambor de Crioula do Maranhão, Ofício das Paneleiras de Goiabeiras e o Frevo.
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Acesse a página 97ª Reunião Ordinária do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural Reunião Ordinária do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural analisou a proposta de revalidação do Tambor de Crioula do Maranhão, Frevo e Ofício das paneleiras de Goiabeiras.
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Acesse a página Patrimônios imateriais Os Bens Culturais de Natureza Imaterial dizem respeito àquelas práticas e domínios da vida social que se manifestam em saberes, ofícios e modos de fazer; celebrações; formas de expressão cênicas, plásticas, musicais ou lúdicas; e nos lugares (como mercados, feiras e santuários que abrigam práticas culturais coletivas).
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Sobre o bem cultural
Período de ocorrência
Abrangência do registro
Proponente do Registro
Recife (BR). Prefeitura Municipal
Vinculo com Inventário Nacional de Referências Culturais
Etiqueta temática
Objetivos de Desenvolvimento Sutentável
Arte, cultura e comunicação (Objetivo 19) | Cidades e comunidades sustentáveis (Objetivo 11) | Paz, justiça e instituições eficazes (Objetivo 16) | Redução das desigualdades (Objetivo 10)
Informações de destaque lateral
Livro de Registro
Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade
Data de Registro
28/02/2007
Data de Revalidação do Registro
31/08/2021
Estados Brasileiros
Municípios Brasileiros
Acesse o processo de registro no Sistema Eletrônico de Informação
Acesse o processo de revalidação no Sistema Eletrônico de Informação
Acesse as ações de salvaguarda realizadas
Denominação
Frevo
Descrição Completa
O Frevo é uma expressão artística e cultural que nasceu nas ruas do Recife e de Olinda, em Pernambuco, no final do século XIX, a partir das movimentações populares durante o Carnaval. Surgido em um momento de grandes transformações sociais no Brasil, ele se desenvolveu como parte das disputas e animações que aconteciam entre bandas de música, agremiações e foliões nos desfiles de rua. Nesse ambiente festivo e agitado, diferentes influências culturais — como a capoeira, os dobrados militares e as músicas populares da época — se misturaram e deram forma a um novo estilo de música e dança. Desde então, o Frevo se consolidou como uma manifestação marcada pela força coletiva, pela criatividade e pelo protagonismo das camadas populares na ocupação dos espaços urbanos.
A música do Frevo se caracteriza por sua intensidade rítmica, arranjos complexos e grande presença de instrumentos de sopro e percussão. O frevo-de-rua, com sua base instrumental, é conhecido pela energia das orquestras e pela exigência técnica dos músicos. Outras modalidades também se consolidaram ao longo do tempo: o frevo-de-bloco, com formações mais suaves e corais afinados, e o frevo-canção, voltado à interpretação vocal e fortemente vinculado à música popular brasileira. Cada uma dessas formas reflete diferentes contextos de criação, públicos e linguagens, ampliando a presença do Frevo em diversos ambientes culturais.
A dança, conhecida como “o passo”, se desenvolveu paralelamente à música. Criado nas calçadas e no asfalto, o passo foi sendo inventado por passistas que improvisavam movimentos rápidos, acrobáticos e marcados pela ginga. Muitos desses gestos têm origem na capoeira e nas práticas corporais de defesa dos blocos e bandas. Com o tempo, essa dança foi se aperfeiçoando e se tornando um repertório corporal próprio, com técnicas, estilos e até escolas dedicadas à sua transmissão. A sombrinha colorida, elemento visual marcante, não é apenas decorativa: ela ajuda no equilíbrio dos movimentos e compõe a identidade da dança.
O Frevo é uma manifestação que articula diversos saberes e práticas culturais. Está presente na música, na dança, nos estandartes dos blocos, nas indumentárias dos passistas, nos instrumentos artesanais e nos modos de organizar os desfiles de rua. Os clubes e agremiações carnavalescas têm papel central na continuidade dessa expressão, mobilizando comunidades inteiras em torno da criação artística, da memória e da festa. Os ensaios, as oficinas, os concursos de passistas e os bailes populares fazem parte do ciclo que mantém o Frevo vivo durante o ano todo, e não apenas no período carnavalesco.
Ao longo do século XX, o Frevo ganhou visibilidade em outros espaços. Passou a integrar festivais da canção, programas de rádio, palcos culturais e produções fonográficas. Artistas como Caetano Veloso, Edu Lobo, Gal Costa, Moraes Moreira, Gilberto Gil e Elba Ramalho se apropriaram de elementos do frevo-canção, contribuindo para que ele circulasse fora de Pernambuco e fosse reconhecido como parte do repertório cultural brasileiro. Esse processo, registrado no próprio dossiê de reconhecimento, mostra como o Frevo dialoga com diferentes linguagens e amplia sua presença em contextos diversos.
Além de sua força estética, o Frevo carrega dimensões políticas e simbólicas. Desde suas origens, foi uma forma de expressão das classes trabalhadoras, uma maneira de se afirmar no espaço urbano e participar ativamente das festas populares. A ocupação das ruas, a crítica social contida em letras e gestos e o protagonismo de seus agentes culturais conferem ao Frevo um papel de resistência, invenção e construção de identidade.
Em 2007, o Frevo foi registrado como Patrimônio Cultural do Brasil no Livro das Formas de Expressão. Em 2012, passou a integrar a Lista Representativa do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade da Unesco.
Esta descrição faz parte da síntese do conteúdo do processo administrativo nº 01450.002621/2006-96. O texto foi elaborado com o auxílio de inteligência artificial, baseado nos documentos do BCR (Bens Culturais Registrados) e revisado por especialistas humanos. Nosso objetivo é tornar as informações mais acessíveis e compreensíveis para todas as pessoas. Caso encontre alguma inconsistência ou tenha sugestões de melhoria, entre em contato conosco. A sua participação é fundamental para valorizarmos e preservarmos nosso patrimônio cultural!
Solicitação de Registro do Bem
Anuência da Comunidade
Autor
Comunidade Detentora do Bem Cultural
Dossiê do Registro
Data do Documento
2006
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Parecer técnico do Iphan
Aviso de tramitação no DOU
Data do Documento
09/01/2007
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Parecer do relator do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural
Data do Documento
09/02/2007
Autor
Luiz Phelipe de Carvalho Castro Andrès
Ata do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural
Data do Documento
09/02/2007
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Título do Bem
Data do Documento
15/08/2008
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Certidão do Registro do Bem
Data do Documento
28/02/2007
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Nota Técnica
Data do Documento
10/03/2020
Autor
Aline Beatriz Miranda da Silva | Sabrina Cristina Queiróz Silva | Natália Guerra Brayner | Rodrigo Martins Ramassote
Parecer Técnico de Revalidação
Data do Documento
22/04/2021
Autor
Giorge Patrick Bessoni e Silva | Romero de Oliveira e Silva Filho | Thamires Helena Oliveira Neves
Publicação do Extrato de Parecer de Reavaliação no Diário Oficial
Data do Documento
14/05/2021
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Ata da Reunião da Câmara Técnica de Patrimônio Imaterial
Data do Documento
16/06/2021
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Ata da Reunião do Conselho Consultivo
Data do Documento
31/08/2021
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Termo de Averbação
Data do Documento
31/08/2021
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)






