Ofício das paneleiras de Goiabeiras
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Acesse a página 96ª Reunião Extraordinária do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural A Reunião Extraordinária do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural analisou as propostas de revalidação dos títulos de bem cultural referentes a Feira de Caruaru, Tambor de Crioula do Maranhão, Ofício das Paneleiras de Goiabeiras e o Frevo.
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Acesse a página 97ª Reunião Ordinária do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural Reunião Ordinária do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural analisou a proposta de revalidação do Tambor de Crioula do Maranhão, Frevo e Ofício das paneleiras de Goiabeiras.
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Acesse a página Panelas de barro: uma tradição capixaba Documentário sobre as paneleiras e a confecção das panelas de barro.
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Acesse a página Patrimônios imateriais Os Bens Culturais de Natureza Imaterial dizem respeito àquelas práticas e domínios da vida social que se manifestam em saberes, ofícios e modos de fazer; celebrações; formas de expressão cênicas, plásticas, musicais ou lúdicas; e nos lugares (como mercados, feiras e santuários que abrigam práticas culturais coletivas).
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Sobre o bem cultural
Vídeo de registro
Data
20/12/2002
Palavras-chave
Período de ocorrência
Abrangência do registro
Proponente do Registro
Associação das Paneleiras de Goiabeiras | Secretaria de Cultura - Vitória (BR). Prefeitura Municipal
Vinculo com Inventário Nacional de Referências Culturais
Etiqueta temática
Artesanato e arte popular | Atividade produtiva | Práticas eminentemente femininas
Objetivos de Desenvolvimento Sutentável
Arte, cultura e comunicação (Objetivo 19) | Consumo e produção responsáveis (Objetivo 12) | Igualdade de gênero (Objetivo 5) | Trabalho decente e crescimento econômico (Objetivo 8) | Vida terrestre (Objetivo 15)
Informações de destaque lateral
Livro de Registro
Data de Registro
20/12/2002
Data de Revalidação do Registro
31/08/2021
Estados Brasileiros
Municípios Brasileiros
Território já identificado
Bairro de Goiabeiras em Vitória (ES)
Acesse o processo de registro no Sistema Eletrônico de Informação
Acesse o processo de revalidação no Sistema Eletrônico de Informação
Acesse as ações de salvaguarda realizadas
Denominação
Ofício das paneleiras de Goiabeiras
Descrição Completa
Nas casas e quintais do bairro de Goiabeiras Velha, em Vitória (ES), mãos habilidosas seguem moldando panelas de barro como se fazia há muitas gerações. Esse saber tradicional, passado de mãe para filha, é o que dá forma ao Ofício das Paneleiras de Goiabeiras, prática profundamente ligada à vida da comunidade e ao modo como ela se organiza.
A produção é totalmente artesanal. A argila vem do Vale do Mulembá, uma jazida localizada na própria Ilha de Vitória. O barro, de composição arenosa, é o que permite moldar as panelas sem a necessidade de torno ou forno. Esse tipo de barro seca rápido, resiste ao calor e ajuda a conservar o alimento quente mesmo após o fogo apagado.
O processo começa com a coleta da argila e sua preparação. Depois, com o auxílio de uma cuia feita de cuité, as paneleiras moldam a forma da panela — em um gesto chamado “puxada” — e aplicam as alças e tampas. A secagem acontece ao sol ou em galpões. Em seguida, cada peça é polida com seixos rolados, preparando-a para a queima.
A queima é feita a céu aberto, em fogueiras montadas com lenha e tábuas. Quando as panelas estão incandescentes, começa o “açoite”: as peças em brasa recebem camadas de tintura feita com tanino, extraída da casca do mangue-vermelho, aplicadas com uma vassourinha feita de muxinga. Esse acabamento dá às panelas a cor preta característica e também as torna impermeáveis.
Cada tipo de panela tem uma função. A frigideira rasa, por exemplo, é usada para preparar a moqueca e a torta capixaba — pratos que misturam saberes e ingredientes de diferentes origens e que fazem parte do dia a dia e das celebrações da região. Com o tempo, novas formas surgiram: caldeirões, miniaturas, jarros e peças decorativas também passaram a ser produzidos com a mesma técnica.
O ofício envolve mais de 120 famílias em Goiabeiras Velha, muitas delas ligadas por laços de parentesco. A prática acontece nos quintais das casas ou no galpão da Associação das Paneleiras de Goiabeiras (APG), que apoia a continuidade do saber, a preservação do barreiro e do manguezal, e a valorização do trabalho das artesãs.
Em 2002, esse saber foi o primeiro a ser registrado no Livro dos Saberes do Iphan, como Patrimônio Cultural do Brasil. O reconhecimento reforça a importância dessa prática para a cultura capixaba e para o país, destacando o trabalho coletivo, a conexão com a natureza e a força das mulheres que mantêm viva essa tradição.
Esta descrição faz parte da síntese do conteúdo do processo administrativo nº 01450.000672/2002-50. O texto foi elaborado com o auxílio de inteligência artificial, baseado nos documentos do BCR (Bens Culturais Registrados) e revisado por especialistas humanos. Nosso objetivo é tornar as informações mais acessíveis e compreensíveis para todas as pessoas. Caso encontre alguma inconsistência ou tenha sugestões de melhoria, entre em contato conosco. A sua participação é fundamental para valorizarmos e preservarmos nosso patrimônio cultural!
Solicitação de Registro do Bem
Data do Documento
14/08/2001
Autor
Associação das Paneleiras de Goiabeiras
Anuência da Comunidade
Autor
Associação das Paneleiras de Goiabeiras
Dossiê do Registro
Data do Documento
2006
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Parecer técnico do Iphan
Aviso de tramitação no DOU
Data do Documento
23/10/2002
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Parecer do relator do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural
Ata do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural
Data do Documento
21/11/2002
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Título do Bem
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Certidão do Registro do Bem
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Parecer Técnico de Revalidação
Data do Documento
16/04/2021
Autor
Marina Duque Coutinho de Abreu Lacerda | Elisa Machado Taveira | Filipe Oliveira da Silva | Rodrigo Martins Ramassote | Sara Santos Morais | Natália Guerra Brayner
Publicação do Extrato de Parecer de Reavaliação no Diário Oficial
Data do Documento
30/07/2021
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Ata da Reunião da Câmara Técnica de Patrimônio Imaterial
Data do Documento
12/05/2021
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Ata da Reunião do Conselho Consultivo
Data do Documento
31/08/2021
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Termo de Averbação
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)









