Ofício das baianas de acarajé
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Acesse a página 102ª Reunião Ordinária do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural A Reunião Ordinária do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural analisou a proposta de revalidação do título de bem cultural referente aos Ofício das Baianas de Acarajé, com ampliação de sua abrangência.
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Acesse a página Baianas do Acarajé: autorização da prefeitura, aperfeiçoamento e a receita O vídeo aborda as baianas de acarajé, o decreto do prefeito Eduardo Paes que autorizou o retorno das vendas nas esquinas do Rio de Janeiro e a tradicional receita do acarajé.
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Acesse a página Bens tombados na cidade do Rio de Janeiro: Oficio das baianas de acarajé Produzido pelo Iphan, o vídeo educativo sobre o Ofício das baianas de acarajé integra as ações de celebração dos 15 anos da salvaguarda do patrimônio cultural imaterial.
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Acesse a página Baianas do Acarajé: autorização da prefeitura, aperfeiçoamento e a receita O vídeo aborda as baianas de acarajé, o decreto do prefeito Eduardo Paes que autorizou o retorno das vendas nas esquinas do Rio de Janeiro e a tradicional receita do acarajé. -
Acesse a página Bens tombados na cidade do Rio de Janeiro: Oficio das baianas de acarajé Produzido pelo Iphan, o vídeo educativo sobre o Ofício das baianas de acarajé integra as ações de celebração dos 15 anos da salvaguarda do patrimônio cultural imaterial.
Sobre o bem cultural
Vídeo de registro
Período de ocorrência
Abrangência do registro
Proponente do Registro
Associação de Baianas de Acarajé e Mingau do Estado da Bahia (Entidade civil) | Centro de Estudos Afro-Orientais da Universidade Federal da Bahia | Terreiro Ilé Axé Opô Afonjá
Vinculo com Inventário Nacional de Referências Culturais
Observação
O Conselho Consultivo do Iphan, em reunião datada de 07 de dezembro de 2022, aprovou a revalidação do título de "Patrimônio Cultural do Brasil" atribuído ao bem cultural "Ofício das Baianas de Acarajé", conforme o art. 7º do Decreto 3.551/2000, decidindo pela alteração da delimitação territorial e área de abrangência para todo território nacional, nas unidades federativas onde a prática cultural já foi ou vier a ser identificada, mantendo-se a nomenclatura instituída no ato de tombamento do bem.
Etiqueta temática
Atividade produtiva | Práticas eminentemente femininas | Religiões de matriz africana
Informações de destaque lateral
Livro de Registro
Data de Registro
14/01/2005
Data de Revalidação do Registro
07/12/2022
Estados Brasileiros
Bahia (BA) | Ceará (CE) | Distrito Federal (DF) | Mato Grosso do Sul (MS) | Rio de Janeiro (RJ) | São Paulo (SP)
Municípios Brasileiros
Acesse o processo de registro no Sistema Eletrônico de Informação
Acesse o processo de revalidação no Sistema Eletrônico de Informação
Acesse as ações de salvaguarda realizadas
Denominação
Ofício das baianas de acarajé
Descrição Completa
Nas ruas, praças, feiras e festas populares de Salvador, é comum encontrar uma figura reconhecida de longe pelo turbante, os panos brancos rendados e os colares coloridos. São as baianas de acarajé, mulheres que preparam e vendem, em seus tabuleiros, comidas tradicionais feitas com azeite de dendê. Seu ofício atravessa séculos e reúne saberes religiosos, culinários e culturais profundamente ligados à história da cidade.
O acarajé, bolinho de feijão fradinho frito no dendê, é preparado com técnica e cuidado. O feijão é lavado, descascado, moído em pedra, temperado e modelado antes de ir ao fogo. Para a venda, é servido com recheios como vatapá, caruru e camarão seco. Já nas cerimônias do candomblé, onde o prato tem origem, o acarajé é oferecido aos orixás Xangô e Oiá, sem recheios e com rituais específicos.
Durante o período colonial, muitas mulheres negras libertas, ligadas ao candomblé, vendiam comidas nas ruas como parte de uma prática conhecida como “ganho”. Essa atividade era uma forma de garantir o sustento e de manter as obrigações com os orixás. Com o tempo, a presença das baianas em espaços públicos se fortaleceu, e o tabuleiro passou a reunir não apenas o acarajé, mas também abará, mingaus, cocadas, bolinho de estudante, passarinha e outros quitutes tradicionais.
O modo de vestir das baianas é mais do que uma marca visual. Suas roupas fazem parte das tradições religiosas, com peças como saias rodadas, panos de cabeça e colares que simbolizam a ligação com os orixás e o respeito ao sagrado. O preparo do tabuleiro, a escolha dos ingredientes e a maneira de servir também seguem orientações que conectam fé, identidade e cotidiano.
A prática é mantida principalmente por mulheres e atravessa gerações. O saber é transmitido na convivência, em família, ou no aprendizado com outras baianas mais experientes. Esse ofício está presente nos rituais, nas festas e no dia a dia da cidade, e se mantém como uma expressão viva da cultura afro-brasileira.
O reconhecimento do Ofício das Baianas de Acarajé como Patrimônio Cultural do Brasil valoriza a presença dessas mulheres como guardiãs de um conhecimento tradicional, marcado pela resistência, religiosidade e contribuição à memória coletiva da cidade de Salvador. Após o Registro do bem cultural, intensas mobilizações, realizadas pelas comunidades detentoras em toda a Bahia e em outros estados brasileiros, culminaram na ampliação da abrangência do Registro do Ofício das Baianas de Acarajé para todo o território nacional, decisão aprovada na 102ª Reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, que também deliberou pela revalidação de seu título de Patrimônio Cultural do Brasil.
Esta descrição faz parte da síntese do conteúdo do processo administrativo nº 01450.008675/2004-01. O texto foi elaborado com o auxílio de inteligência artificial, baseado nos documentos do BCR (Bens Culturais Registrados) e revisado por especialistas humanos. Nosso objetivo é tornar as informações mais acessíveis e compreensíveis para todas as pessoas. Caso encontre alguma inconsistência ou tenha sugestões de melhoria, entre em contato conosco. A sua participação é fundamental para valorizarmos e preservarmos nosso patrimônio cultural!
Solicitação de Registro do Bem
Data do Documento
05/11/2002
Autor
Associação de Baianas de Acarajé e Mingau do Estado da Bahia | Centro de Estudos Afro-Orientais da Universidade Federal da Bahia | Terreiro llé Axé Opô Afonjá
Anuência da Comunidade
Data do Documento
05/11/2002
Autor
Comunidade Detentora do Bem Cultural
Dossiê do Registro
Data do Documento
2007
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Parecer técnico do Iphan
Aviso de tramitação no DOU
Data do Documento
23/10/2002
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Parecer do relator do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural
Ata do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural
Data do Documento
01/12/2004
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Título do Bem
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Certidão do Registro do Bem
Data do Documento
21/12/2004
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Nota Técnica
Parecer Técnico de Revalidação
Data do Documento
13/09/2021
Autor
Marina L. de Aquino Barreto | Bruno Nascimento Huyer
Publicação do Extrato de Parecer de Reavaliação no Diário Oficial
Data do Documento
23/08/2021
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Ata da Reunião da Câmara Técnica de Patrimônio Imaterial
Data do Documento
18/11/2021
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Termo de Averbação
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)












