Ofício de sineiro
Sobre o bem cultural
Vídeo de registro
Data
03/12/2009
Palavras-chave
Período de ocorrência
Abrangência do registro
Proponente do Registro
Associação das Cidades Históricas de Minas Gerais
Etiqueta temática
Objetivos de Desenvolvimento Sutentável
Arte, cultura e comunicação (Objetivo 19) | Educação de qualidade (Objetivo 4) | Paz, justiça e instituições eficazes (Objetivo 16) | Trabalho decente e crescimento econômico (Objetivo 8)
Informações de destaque lateral
Livro de Registro
Data de Registro
03/12/2009
Data de Revalidação do Registro
11/11/2024
Estados Brasileiros
Municípios Brasileiros
Minas Gerais (MG) > Catas Altas | Minas Gerais (MG) > Congonhas | Minas Gerais (MG) > Diamantina | Minas Gerais (MG) > Mariana | Minas Gerais (MG) > Ouro Preto | Minas Gerais (MG) > Sabará | Minas Gerais (MG) > São João del-Rei | Minas Gerais (MG) > Serro | Minas Gerais (MG) > Tiradentes
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Denominação
Ofício de sineiro
Descrição Completa
O ofício de sineiro é um saber tradicional transmitido de geração em geração. Aprendido fora das escolas formais, envolve convivência, escuta e muita observação. Em várias cidades históricas de Minas Gerais, o som dos sinos ainda ressoa como parte do cotidiano das comunidades. Em igrejas de locais como São João del-Rei, Ouro Preto, Mariana, Catas Altas, Congonhas do Campo, Diamantina, Sabará, Serro e Tiradentes, os sinos anunciam missas, funerais, procissões e até a passagem das horas. Por trás de cada toque está o trabalho atento e dedicado dos sineiros.
Desde pequenos, os meninos imitam os toques dos sinos com objetos do cotidiano. Com o tempo, começam a acompanhar os sineiros experientes nas torres das igrejas, onde aprendem, na prática, a variedade e a função de cada toque. Em São João del-Rei, por exemplo, há a chamada Via Sacra dos sineiros: aos domingos, jovens percorrem as torres das igrejas para observar e, aos poucos, participar da tradição.
O repertório é rico e variado. Existem toques simples, conhecidos como pancadas, usados para avisos cotidianos. Outros, como os repiques e os dobres, têm funções mais específicas e são executados em festas ou momentos de luto. Muitos desses toques têm nomes próprios, como “Barravento” e “Batucada”, e carregam influências da cultura afro-brasileira. Em São João del-Rei, cerca de 40 toques diferentes são reconhecidos e preservados.
Mais do que executar uma rotina, os sineiros também criam e aprimoram a prática. Um exemplo disso é a introdução de um gancho em “S” entre o badalo e a corda, técnica desenvolvida localmente para ampliar as possibilidades rítmicas dos toques. Essa criatividade mostra que o ofício não é apenas repetição: é também invenção e escuta sensível da comunidade.
Os sineiros mantêm relações próximas com a musicalidade local, participando de bandas, orquestras e outras expressões culturais. Isso contribui para seu domínio técnico e para a vivacidade dos toques. A atividade pode ser voluntária ou remunerada, e os praticantes costumam se identificar por diferentes perfis: jovens sineiros, zeladores, antigos sineiros e os mestres, figuras de referência para suas comunidades.
A presença das irmandades religiosas também é fundamental. São elas que organizam os rituais, cuidam dos sinos e muitas vezes mantêm os sineiros em atividade. Onde essas irmandades são mais ativas, a prática se mantém viva e forte.
A população local reconhece o valor desses toques e os identifica com facilidade. Muitos conseguem saber, só pelo som, de qual igreja partiu o sino e até qual irmandade está envolvida naquele momento. Isso reforça como o Ofício do Sineiro e o Toque dos Sinos estão ligados à identidade e à memória das comunidades onde são praticados. Tanto que foi reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil, em 2009.
Esta descrição faz parte da síntese do conteúdo do processo administrativo nº 01450.011821/2009-82. O texto foi elaborado com o auxílio de inteligência artificial, baseado nos documentos do BCR (Bens Culturais Registrados) e revisado por especialistas humanos. Nosso objetivo é tornar as informações mais acessíveis e compreensíveis para todas as pessoas. Caso encontre alguma inconsistência ou tenha sugestões de melhoria, entre em contato conosco. A sua participação é fundamental para valorizarmos e preservarmos nosso patrimônio cultural!
Solicitação de Registro do Bem
Data do Documento
23/06/2009
Autor
Associação das Cidades Históricas de Minas Gerais
Anuência da Comunidade
Data do Documento
17/08/2009 | 25/08/2009 | 27/08/2009
Autor
Comunidade Detentora do Bem Cultural
Nota Técnica de Pertinencia
Dossiê do Registro
Data do Documento
2016
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Parecer técnico do Iphan
Aviso de tramitação no DOU
Data do Documento
30/10/2009
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Parecer do relator do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural
Ata do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural
Título do Bem
Data do Documento
30/12/2009
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Certidão do Registro do Bem
Data do Documento
04/12/2009
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Nota Técnica
Data do Documento
08/04/2021
Autor
Rafael Belló Klein | Rodrigo Ramassote
Parecer Técnico de Revalidação
Publicação do Extrato de Parecer de Reavaliação no Diário Oficial
Data do Documento
23/09/2021
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Ata da Reunião da Câmara Técnica de Patrimônio Imaterial
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Ata da Reunião do Conselho Consultivo
Data do Documento
11/11/2024
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Termo de Averbação
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)











