Matrizes do samba no Rio de Janeiro: partido alto, samba de terreiro e samba-enredo
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Acesse a página Artesãos do Samba O vídeo apresenta o trabalho e a trajetória dos artesãos do samba-enredo, destacando o valor cultural e artístico dessa tradição.
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Acesse a página Enredo da Mangueira 2017 Vídeo produzido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o objetivo de apresentar o processo ancorado em uma das Matrizes do Samba do Rio de Janeiro – o samba enredo – registrado pelo Instituto como Patrimônio Cultural do Brasil no ano de 2007. O vídeo resulta de parceria com a Estação Primeira de Mangueira, que abordou no carnaval de 2017 o sincretismo da fé no Brasil, um dos elementos marcantes de uma nação construída a partir de sua miscigenação cultural.
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Sobre o bem cultural
Vídeo de registro
Data
20/11/2007
Palavras-chave
Período de ocorrência
Abrangência do registro
Proponente do Registro
Centro Cultural Cartola
Etiqueta temática
Informações de destaque lateral
Livro de Registro
Data de Registro
20/11/2007
Data de Revalidação do Registro
25/03/2025
Estados Brasileiros
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Denominação
Matrizes do samba no Rio de Janeiro: partido alto, samba de terreiro e samba-enredo
Descrição Completa
O samba que floresceu no Rio de Janeiro no início do século XX é fruto da experiência das comunidades populares que criaram formas próprias de se expressar, reunir e celebrar. No coração dos subúrbios, morros, terreiros e quintais, surgiram três formas fundamentais de samba: o partido-alto, o samba de terreiro e o samba-enredo. Essas expressões carregam memórias, afetos e vivências que atravessam gerações, tornando-se referências centrais para entender a força da cultura popular no Brasil.
O partido-alto é marcado pela estrutura em que o improviso é central. Enquanto uma parte do grupo mantém o coro repetido, os improvisadores se revezam criando versos em tempo real. Essa roda é um espaço de escuta atenta, respeito entre os participantes e domínio da linguagem rítmica e poética. Muitas vezes, é onde se aprende o samba — não pela teoria, mas pela prática, pela observação e pela participação. Já o samba de terreiro se desenvolve em espaços comunitários como as quadras das escolas de samba, os quintais das casas e os botequins dos bairros. É o samba da convivência cotidiana, com letras que falam de experiências vividas, de festas, amores e também de lutas e desigualdades. Sua cadência convida à dança, ao canto e à partilha.
O samba-enredo surgiu nas décadas de 1920 e 1930, no bairro do Estácio de Sá, a partir do esforço das escolas de samba em criar um samba que acompanhasse a cadência dos desfiles e fosse capaz de narrar o enredo escolhido para o Carnaval. Ele logo se tornou uma marca das escolas, que passaram a compor sambas específicos para cada desfile, com letras mais longas, elaboradas e com temas variados, muitas vezes ligados à história do Brasil, à cultura popular e às lutas do povo negro. Ao longo do tempo, o samba-enredo foi se profissionalizando, mas manteve seus vínculos com os territórios e as pessoas que lhe deram origem.
Essas formas não se resumem a estilos musicais. São práticas culturais enraizadas no cotidiano das comunidades, expressando religiosidade, crítica, afeto, memória e pertencimento. São também expressões de criação coletiva. Ainda que haja autores reconhecidos, o samba, nessas formas, se constrói no convívio, na roda, na troca constante entre gerações. É também um espaço de performance e vínculo, onde o corpo canta, dança, toca e escuta. Essas práticas acontecem ainda hoje em rodas de bairro, quadras de escola, festas comunitárias e encontros de sambistas. São formas de resistência que atravessaram o século e continuam vivas e pulsantes.
O samba carioca também se tornou símbolo da identidade nacional, mas esse reconhecimento só foi possível graças à persistência das comunidades que o mantiveram ativo, mesmo diante da marginalização. As escolas de samba tiveram papel essencial nesse processo, não apenas como organizadoras de desfiles, mas como espaços de formação cultural, apoio mútuo e afirmação de memórias coletivas. Em cada enredo, há pedaços de história, de religiosidade, de crítica social e de celebração à ancestralidade.
Em novembro de 2007, as Matrizes do Samba no Rio de Janeiro foram registradas como Patrimônio Cultural do Brasil, no Livro das Formas de Expressão. Esse reconhecimento valoriza o samba como uma forma de existência coletiva, construída a partir da criatividade, da oralidade, da convivência e do legado de resistência das comunidades afrodescendentes que deram origem a essa tradição.
Esta descrição faz parte da síntese do conteúdo do processo administrativo nº 01450.0011404/2004-25. O texto foi elaborado com o auxílio de inteligência artificial, baseado nos documentos do BCR (Bens Culturais Registrados) e revisado por especialistas humanos. Nosso objetivo é tornar as informações mais acessíveis e compreensíveis para todas as pessoas. Caso encontre alguma inconsistência ou tenha sugestões de melhoria, entre em contato conosco. A sua participação é fundamental para valorizarmos e preservarmos nosso patrimônio cultural!
Solicitação de Registro do Bem
Anuência da Comunidade
Autor
Comunidade Detentora do Bem Cultural
Ata/Decisão da Câmara Técnica do Patrimônio Imaterial
Data do Documento
14/03/2007 | 15/03/2007
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Dossiê do Registro
Data do Documento
2014
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Parecer técnico do Iphan
Aviso de tramitação no DOU
Data do Documento
06/09/2007
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Parecer do relator do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural
Ata do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural
Data do Documento
09/11/2007
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Título do Bem
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Certidão do Registro do Bem
Data do Documento
29/11/2007
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Nota Técnica
Data do Documento
09/07/2021
Autor
Luan Silveira Alves de Moura | Sara Santos Morais | Sabrina Cristina Queiróz Silva
Parecer Técnico de Revalidação
Data do Documento
25/10/2021
Autor
Mônica da Costa | Marcell Machado dos Santos
Publicação do Extrato de Parecer de Reavaliação no Diário Oficial
Data do Documento
03/11/2021
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Ata da Reunião da Câmara Técnica de Patrimônio Imaterial
Data do Documento
15/03/2022
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Ata da Reunião do Conselho Consultivo
Data do Documento
25/03/2025 | 26/03/2025
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Termo de Averbação
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)













