Marabaixo
Sobre o bem cultural
Vídeo de registro
Data
08/11/2018
Período de ocorrência
Abrangência do registro
Proponente do Registro
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Vinculo com Inventário Nacional de Referências Culturais
Etiqueta temática
Cultura afro-brasileira e diaspórica | Danças | Musicalidades | Povos quilombolas
Informações de destaque lateral
Livro de Registro
Data de Registro
08/11/2018
Estados Brasileiros
Municípios Brasileiros
Acesse o processo de registro no Sistema Eletrônico de Informação
Denominação
Marabaixo
Descrição Completa
O Marabaixo é uma tradição afro-amapaense que reúne canto, tambor, dança, fé e comunidade. É praticado principalmente por famílias negras do Amapá, em bairros como Laguinho, Santa Rita e Favela, em Macapá, e em Mazagão Velho. As rodas de Marabaixo são espaços de encontro, onde se afirmam a ancestralidade africana e as lutas por dignidade e pertencimento.
Tudo começa com o toque das caixas, tambores feitos de madeira e couro. O som marca o ritmo dos ladrões — versos cantados em coro, que falam de fé, alegria, crítica e resistência. Quem canta se apoia no que vive e no que ouviu dos mais velhos. A dança segue o compasso: os passos são curtos, os giros envolvem o corpo todo, e as saias rodadas das mulheres dão cor e movimento à roda.
O Marabaixo acontece nos barracões, espaços comunitários ligados às casas das famílias ou ao centro dos bairros. Lá se preparam os festejos, as rezas, os cantos, os caldos e a gengibirra — bebida feita com gengibre e cachaça, símbolo das festas. Esses momentos não se restringem à fé ou à devoção: são formas de organizar a vida coletiva e de passar os saberes adiante.
O calendário das festas costuma acompanhar datas do catolicismo popular, como o Divino Espírito Santo e a Santíssima Trindade. Mas o Marabaixo tem raízes profundas nas religiões de matriz africana, que influenciam seus rituais, cantos e modos de celebrar. A força da tradição vem do cuidado das famílias e da memória de seus antepassados.
As mulheres têm papel central: conduzem as rodas, lideram os cantos, mantêm os saberes e cuidam dos barracões. As crianças aprendem observando e participando desde cedo. O Marabaixo é passado de geração em geração, com respeito, escuta e convivência.
Em 2018, o Marabaixo foi registrado como Patrimônio Cultural do Brasil. Seu valor está no que ele representa para o povo negro do Amapá: memória, identidade, resistência e celebração. Cada roda de Marabaixo é uma afirmação viva da cultura construída nas comunidades.
Esta descrição faz parte da síntese do conteúdo do processo administrativo nº 01450.009858/2016-70 e Anexos. O texto foi elaborado com o auxílio de inteligência artificial, baseado nos documentos do BCR (Bens Culturais Registrados) e revisado por especialistas humanos. Nosso objetivo é tornar as informações mais acessíveis e compreensíveis para todas as pessoas. Caso encontre alguma inconsistência ou tenha sugestões de melhoria, entre em contato conosco. A sua participação é fundamental para valorizarmos e preservarmos nosso patrimônio cultural!
Solicitação de Registro do Bem
Data do Documento
21/08/2015
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Anuência da Comunidade
Data do Documento
19/08/2015
Autor
Comunidade Detentora do Bem Cultural
Nota Técnica de Pertinencia
Ata/Decisão da Câmara Técnica do Patrimônio Imaterial
Data do Documento
26/04/2017
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Dossiê do Registro
Data do Documento
2018
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Parecer técnico do Iphan
Aviso de tramitação no DOU
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Parecer do relator do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural
Ata do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural
Data do Documento
09/11/2018
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Título do Bem
Data do Documento
16/09/2025
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Certidão do Registro do Bem
Data do Documento
01/11/2018
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)






