Modos de fazer cuias do Baixo Amazonas
-
Acesse a página Modos de olhar: modos de fazer cuias do Baixo Amazonas A série "Modos de Olhar: Patrimônio Imaterial Paraense" é produzida por detentores de quatro bens registrados no estado do Pará (Capoeira, Carimbó, Festividade de São Sebastião na região do Marajó, Modo de Fazer Cuias do Baixo Amazonas). O produto é fruto de uma parceria do Iphan, autarquia federal vinculada à Secretaria Especial da Cultura e Ministério do Turismo, e a Universidade Federal do Pará (Ufpa).
-
Acesse a página Modos de olhar: modos de fazer cuias do Baixo Amazonas A série "Modos de Olhar: Patrimônio Imaterial Paraense" é produzida por detentores de quatro bens registrados no estado do Pará (Capoeira, Carimbó, Festividade de São Sebastião na região do Marajó, Modo de Fazer Cuias do Baixo Amazonas). O produto é fruto de uma parceria do Iphan, autarquia federal vinculada à Secretaria Especial da Cultura e Ministério do Turismo, e a Universidade Federal do Pará (Ufpa).
Sobre o bem cultural
Vídeo de registro
Proponente do Registro
Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular
Período de ocorrência
Vinculo com Inventário Nacional de Referências Culturais
Abrangência do registro
Etiqueta temática
Artesanato e arte popular | Atividade produtiva | Contexto rural | Práticas eminentemente femininas
Objetivos de Desenvolvimento Sutentável
Arte, cultura e comunicação (Objetivo 19) | Cidades e comunidades sustentáveis (Objetivo 11) | Igualdade de gênero (Objetivo 5) | Vida terrestre (Objetivo 15)
Informações de destaque lateral
Livro de Registro
Data de Registro
11/06/2015
Estados Brasileiros
Municípios da Instituição Proponente do Registro
Acesse o processo de registro no Sistema Eletrônico de Informação
Acesse as ações de salvaguarda realizadas
Denominação
Modos de fazer cuias do Baixo Amazonas
Descrição Completa
Nas comunidades ribeirinhas do Baixo Amazonas, a cuia está presente em muitos momentos da vida cotidiana. Serve para pegar água do rio, tomar banho, preparar e servir alimentos, regar plantas ou enfeitar as paredes das casas. Por trás desse objeto simples existe um saber tradicional cultivado por gerações, principalmente entre mulheres, que conhecem profundamente as técnicas, os materiais e os significados envolvidos na produção das cuias.
Esse modo de fazer tem raízes em saberes dos povos originários da região. Com o passar do tempo, foi se espalhando por outras comunidades, especialmente no Pará, e se tornou parte da rotina de muitas famílias amazônicas. Tudo começa com a coleta dos frutos da cuieira. Depois de cortados ao meio, os frutos passam por uma sequência de etapas como raspagem, lavagem, secagem ao sol e tingimento com o sumo do cumatê, planta típica da região. A finalização ocorre em estruturas tradicionais chamadas jirau e puçanga, onde as peças descansam antes de receberem os desenhos feitos à mão pelas artesãs.
Cada fase da produção é aprendida por meio da convivência, da escuta e da prática compartilhada. O saber passa entre gerações em um ambiente de colaboração, onde se trabalha e se conversa ao mesmo tempo. O fazer das cuias está ligado à vida da comunidade, à relação com a natureza e às trocas que acontecem entre vizinhas, mães, filhas e avós. Algumas peças são produzidas para uso próprio, outras para vender em feiras ou para visitantes.
As cuias não se destacam apenas por sua utilidade. Elas também expressam histórias, gostos e identidades. Os desenhos variam conforme a artesã e carregam marcas de seu território, de suas experiências e da criatividade que circula na comunidade. Esse fazer contribui para manter ativa uma forma de vida que une trabalho, memória e pertencimento.
Reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil em 2015, o modo de fazer cuias do Baixo Amazonas valoriza um saber que segue vivo nas margens dos rios e na rotina das casas, reafirmando o vínculo entre cultura, território e modos de viver amazônicos.
Esta descrição faz parte da síntese do conteúdo do processo administrativo nº 01450.017677/2010-21. O texto foi elaborado com o auxílio de inteligência artificial, baseado nos documentos do BCR (Bens Culturais Registrados) e revisado por especialistas humanos. Nosso objetivo é tornar as informações mais acessíveis e compreensíveis para todas as pessoas. Caso encontre alguma inconsistência ou tenha sugestões de melhoria, entre em contato conosco. A sua participação é fundamental para valorizarmos e preservarmos nosso patrimônio cultural!
Solicitação de Registro do Bem
Data do Documento
18/11/2010
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) | Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular
Anuência da Comunidade
Data do Documento
15/10/2010
Autor
Comunidade Detentora do Bem Cultural
Nota Técnica de Pertinencia
Ata/Decisão da Câmara Técnica do Patrimônio Imaterial
Data do Documento
29/08/2011
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Dossiê do Registro
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Parecer técnico do Iphan
Aviso de tramitação no DOU
Data do Documento
08/05/2015
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Parecer do relator do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural
Ata do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural
Data do Documento
11/06/2015
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Título do Bem
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Certidão do Registro do Bem
Data do Documento
19/09/2016
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)












