Arte santeira em madeira do Piauí
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Acesse a página Anjos do Piauí: ate santeira, mestres e aprendizes Através da produção de diversos santeiros piauienses, vemos o ofício da arte como instrumento de transformação do artista e do mundo. A relação entre mestres e aprendizes estende-se como uma teia pelos bairros da capital piauiense, ampliando a prática tradicional ao mesmo tempo em que modifica a vida dos artistas e de suas famílias. A religiosidade transpira nas peças de fortes traços étnicos, ao mesmo tempo que anjos, de bigode e com roupas de soldado, transpõe, para sagrado, o cotidiano dos trabalhadores nordestinos.
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Acesse a página Anjos do Piauí: ate santeira, mestres e aprendizes Através da produção de diversos santeiros piauienses, vemos o ofício da arte como instrumento de transformação do artista e do mundo. A relação entre mestres e aprendizes estende-se como uma teia pelos bairros da capital piauiense, ampliando a prática tradicional ao mesmo tempo em que modifica a vida dos artistas e de suas famílias. A religiosidade transpira nas peças de fortes traços étnicos, ao mesmo tempo que anjos, de bigode e com roupas de soldado, transpõe, para sagrado, o cotidiano dos trabalhadores nordestinos.
Sobre o bem cultural
Vídeo de registro
Período de ocorrência
Abrangência do registro
Proponente do Registro
Conselho de Jovens Artesãos; Memorial Mestre Dezinho
Vinculo com Inventário Nacional de Referências Culturais
Etiqueta temática
Objetivos de Desenvolvimento Sutentável
Arte, cultura e comunicação (Objetivo 19) | Consumo e produção responsáveis (Objetivo 12) | Educação de qualidade (Objetivo 4) | Trabalho decente e crescimento econômico (Objetivo 8)
Informações de destaque lateral
Livro de Registro
Data de Registro
11/11/2024
Estados Brasileiros
Municípios Brasileiros
Piauí (PI) > Luís Correia | Piauí (PI) > Parnaíba | Piauí (PI) > Pedro ii | Piauí (PI) > Teresina
Acesse o processo de registro no Sistema Eletrônico de Informação
Recomendações e Diretrizes para Salvaguarda do Dossiê
No Dossiê, foram sistematizadas as seguintes questões e necessidades de atuação, que foram discutidas junto aos santeiros:
Acesso à matéria prima: A aquisição de matéria prima - troncos de cedro ou imburana - é dificultada pelo preço e pelas leis ambientais, o que acaba incidindo no preço final das toras de madeira. Foi apontado como medida possível para amenizar o problema, a atuação junto ao IBAMA, a fim de facilitar a disponibilização aos santeiros das madeiras resultantes de apreensão; além da aproximação com órgãos e agentes que possam contribuir de alguma forma no acesso à matéria prima pelos artesãos, envolvendo medidas de manejo sustentável ou replantio das espécies que são matéria prima.
Transmissão de saberes: a renovação no quadro de detentores foi um problema colocado, já que os processos de transmissibilidade geracional não se dão em cadeias familiares, corporações ou ações institucionalizadas. Foi colocado que um apoio importante em relação a este aspecto seria buscar formas de incentivar jovens e mestres interessados na transmissão do ofício, bem como a realização de oficinas e constituição de espaços de formação.
Comercialização: um grande entrave destacado pelos detentores é a comercialização das peças, que atualmente depende de atravessadores, ou dos contatos já estabelecidos pelos santeiros renomados, tendo os iniciantes particular dificuldade para projetar suas peças no mercado. Uma grande dificuldade mencionada foi a escassez de eventos de exposição e premiações, e falta de apoio para circulação dos artistas nas ocasiões que favorecem o escoamento de suas obras. Os santeiros mencionaram a necessidade de fortalecimento associativo e criação de políticas públicas para fomentar a produção, como o lançamento de editais, sendo a mediação com órgãos de cultura, uma importante ação a ser desenvolvida pelo Iphan.
Divulgação: A divulgação ampla dos santeiros e suas obras para fora do estado é tida como fundamental para o conhecimento e valorização dos artesãos e das obras, sendo recomendada a produção de materiais com essa finalidade e promoção das arte aliada ao fomento ao turismo.
Salvaguarda da memória: O registro e guarda da memória dos mestres também foram considerados medidas importantes, sendo recomendada a produção de materiais, como livros, catálogos e documentários sobre os mestres; e criação e conservação de acervos, já que muitos colecionam material sobre sua trajetória, à exemplo do Memorial do Mestre Dezinho, conservado pela família no local onde era sua residência.
Denominação
Arte santeira em madeira do Piauí
Descrição Completa
No Piauí, escultores conhecidos como santeiros transformam pedaços de madeira em imagens que fazem parte da vida de muitas pessoas. São santos, anjos, “caboclos”, oratórios, painéis e móveis talhados à mão, com formas próprias, traços marcantes e uma ligação forte com a paisagem e a cultura da região. Esse conjunto de saberes e práticas forma o que se reconhece como a Arte Santeira em Madeira do Piauí.
As peças trazem características que ajudam a identificar essa tradição: esculturas de corpo inteiro, em pé, com acabamento de uma só cor e um jeito próprio de simplificar as formas. Mas cada santeiro tem um estilo. Mesmo com algumas semelhanças entre as obras, não há cópias. Cada imagem é única. Para quem produz, nenhuma peça se repete — e isso é parte do valor desse ofício.
A arte dos santeiros é também um retrato do território. Os detalhes das esculturas lembram o ambiente do agreste piauiense. É comum ver enfeites inspirados em plantas como a carnaúba e o mandacaru, ou em animais como o bacurau. Esses elementos reforçam o vínculo entre a criação artística e a vivência local.
Foi a partir da década de 1970 que essa forma de expressão passou a ganhar mais visibilidade. Um momento importante foi quando santeiros foram convidados para esculpir imagens na Igreja de Nossa Senhora de Lourdes, no bairro Vermelha, em Teresina. A iniciativa deu destaque a esse trabalho e abriu portas para que as esculturas também fossem valorizadas fora dos espaços religiosos.
A atuação de instituições da Igreja, de políticas públicas e o interesse do mercado de arte popular contribuíram para esse reconhecimento. Aos poucos, a talha deixou de ser apenas uma prática ligada à devoção, passando a circular em outros ambientes e a alcançar públicos diversos. Cidades como Teresina, Parnaíba, Campo Maior, Pedro II e José de Freitas se destacam como centros de produção, cada uma com suas oficinas, mestres e aprendizes.
A Arte Santeira em Madeira do Piauí é fruto da experiência, da escuta, da observação e da criação livre de cada artesão. É um fazer que se aprende com o tempo, com o olhar e com a convivência. Ela não segue moldes nem se baseia em reprodução. Por isso, é também uma forma de afirmar a identidade de quem a produz.
Em 2024, essa expressão cultural e artística foi registrada no Livro das Formas de Expressão como Patrimônio Cultural do Brasil. O reconhecimento valoriza a contribuição dos santeiros para a preservação da memória e da cultura popular, e destaca a presença dessa arte no dia a dia de tantas comunidades piauienses e também fora delas.
Esta descrição faz parte da síntese do conteúdo do processo administrativo nº 01450.014374/2008-32. O texto foi elaborado com o auxílio de inteligência artificial, baseado nos documentos do BCR (Bens Culturais Registrados) e revisado por especialistas humanos. Nosso objetivo é tornar as informações mais acessíveis e compreensíveis para todas as pessoas. Caso encontre alguma inconsistência ou tenha sugestões de melhoria, entre em contato conosco. A sua participação é fundamental para valorizarmos e preservarmos nosso patrimônio cultural!
Solicitação de Registro do Bem
Data do Documento
29/10/2008
Autor
Conselho de Jovens e Artesãos | Memorial Mestre Dezinho
Anuência da Comunidade
Nota Técnica de Pertinencia
Data do Documento
02/12/2008
Autor
Marcus Vinicius Carvalho Garcia | Ivana Medeiros Pacheco Cavalcante
Data do Documento
10/05/2018
Autor
Juliana de Souza Silva | Ivana Medeiros Pacheco Cavalcante
Ata/Decisão da Câmara Técnica do Patrimônio Imaterial
Data do Documento
06/08/2009
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Data do Documento
16/05/2018
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Dossiê do Registro
Parecer técnico do Iphan
Aviso de tramitação no DOU
Data do Documento
06/10/2022
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Parecer do relator do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural
Ata do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural
Data do Documento
11/11/2024
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Título do Bem
Data do Documento
14/11/2024
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Certidão do Registro do Bem
Data do Documento
14/11/2024
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)










