Ritxòkò: expressão artística e cosmológica do povo Karajá
Sobre o bem cultural
Vídeo de registro
Data
25/01/2012
Palavras-chave
Período de ocorrência
Abrangência do registro
Proponente do Registro
Povo Karajá - Aldeia de Santa Isabel do Morro da Ilha do Bananal | Povo Karajá - Aldeia Wataú da Ilha do Bananal | Povo Karajá - Aldeia Buridina | Iny Mahadu Coordenação | Museu Antropológico da Universidade Federal de Goiás | Instituto Goiano de Pré-História e Antropologia (Igpa) | Núcleo de Estudos de Antropologia, Patrimônio, Memória e Expressões Museais (Neap)
Etiqueta temática
Informações de destaque lateral
Livro de Registro
Data de Registro
25/01/2012
Data de Revalidação do Registro
17/06/2025
Estados Brasileiros
Municípios Brasileiros
Goiás (GO) > Aruanã | Mato Grosso (MT) > São Félix do Araguaia
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Denominação
Ritxòkò: expressão artística e cosmológica do povo Karajá
Descrição Completa
As bonecas conhecidas como ritxoko (na fala feminina) ou ritxo (na fala masculina) são expressões da cultura do povo Karajá, também chamado Iny. Modeladas em barro e pintadas com grafismos tradicionais, essas figuras representam cenas do cotidiano, mitos, cerimônias, relações familiares e personagens marcantes da vida nas aldeias. Feitas pelas ceramistas Karajá, elas fazem parte de uma tradição transmitida entre mulheres e ocupam lugar importante na educação das crianças, nas trocas culturais e na afirmação da identidade do grupo.
A produção das bonecas é baseada em um repertório visual e simbólico próprio. A pintura corporal dos Karajá, usada em festas e rituais, é aplicada nas figuras de barro com traços e padrões específicos. Listras, pontos, losangos e faixas aparecem combinados para indicar idade, gênero, posição social ou momentos do ciclo da vida. Há representações de homens e mulheres, jovens e idosos, mães com filhos, avôs e avós, além de cenas como o choro ritual, cerimônias fúnebres e animais do território Karajá. Esses elementos revelam o cuidado com que a cerâmica traduz os saberes e modos de viver da comunidade.
Embora associadas ao universo infantil, as bonecas têm um papel importante na transmissão de conhecimentos. Ao brincar com elas, as crianças reproduzem papéis sociais, incorporam gestos e aprendem sobre a organização da vida coletiva. O fazer cerâmico e a brincadeira se conectam como práticas complementares de socialização. Cada figura carrega sentidos ligados à memória, à linguagem visual e aos ensinamentos que circulam entre gerações, especialmente entre mães, filhas, avós e netas.
O contato com visitantes e turistas, comum nas margens do rio Araguaia, favoreceu a circulação das ritxoko em feiras e espaços de comércio. Apesar dessas trocas externas, as ceramistas seguem modelando as bonecas com base nas referências Karajá, sem abrir mão dos significados que envolvem o fazer, a escolha das formas e os padrões gráficos aplicados ao barro. A atividade é também fonte de renda e fortalece a autonomia das mulheres nas aldeias.
Em 2010, lideranças de diversas aldeias Karajá enviaram ao Iphan um pedido coletivo para o reconhecimento do ofício e dos modos de fazer das bonecas cerâmicas. Em resposta a essa mobilização, o bem cultural foi registrado como Patrimônio Cultural do Brasil no Livro das Formas de Expressão em janeiro de 2012, como Ritxoko – Expressão Artística e Cosmológica do Povo Karajá. O registro reconhece a importância dessa prática como parte de um sistema de conhecimento, valores e memória que se mantém ativo no presente.
As bonecas ritxoko seguem sendo feitas, brincadas e transmitidas. Cada uma delas expressa aspectos da sociocosmologia Karajá e ajuda a manter vivos os vínculos entre pessoas, territórios e tradições. Ao preservar esse modo de fazer, reafirma-se o valor dos saberes coletivos, das práticas ensinadas no convívio diário e das formas de viver que estruturam a vida social do povo Iny.
Esta descrição faz parte da síntese do conteúdo do processo administrativo nº 01450.005542/2010-13. O texto foi elaborado com o auxílio de inteligência artificial, baseado nos documentos do BCR (Bens Culturais Registrados) e revisado por especialistas humanos. Nosso objetivo é tornar as informações mais acessíveis e compreensíveis para todas as pessoas. Caso encontre alguma inconsistência ou tenha sugestões de melhoria, entre em contato conosco. A sua participação é fundamental para valorizarmos e preservarmos nosso patrimônio cultural!
Solicitação de Registro do Bem
Data do Documento
29/03/2010
Autor
Povo Karajá - Aldeia de Santa Isabel do Morro da Ilha do Bananal | Povo Karajá - Aldeia Wataú da Ilha do Bananal | Povo Karajá - Aldeia Buridina
Anuência da Comunidade
Data do Documento
29/03/2010
Autor
Comunidade Detentora do Bem Cultural
Dossiê do Registro
Parecer técnico do Iphan
Aviso de tramitação no DOU
Data do Documento
16/11/2011
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Parecer do relator do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural
Ata do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural
Data do Documento
05/01/2012
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Título do Bem
Data do Documento
25/05/2012
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Certidão do Registro do Bem
Data do Documento
29/03/2012
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Nota Técnica
Data do Documento
06/07/2022
Autor
Aline Beatriz Miranda da Silva | Amanda Gomes Cadete Magalhaes | Rodrigo Martins Ramassote
Parecer Técnico de Revalidação
Data do Documento
11/10/2022
Autor
Alessandro Barbosa Lopes | Francimário Vito dos Santos | Renata Silva de Oliveira Galvão
Publicação do Extrato de Parecer de Reavaliação no Diário Oficial
Data do Documento
09/11/2022
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Ata da Reunião da Câmara Técnica de Patrimônio Imaterial
Data do Documento
13/11/2024
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Ata da Reunião do Conselho Consultivo
Data do Documento
17/06/2025 | 18/06/2025
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Termo de Averbação
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Plano de Salvaguarda
Data do Documento
2025
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.














