Maracatu nação
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Acesse a página Dona Joventina Documentário produzido com o apoio do Edital de Apoio à Produção de Documentários Etnográficos sobre o Patrimônio Cultural Imaterial (Etnodoc). O documentário apresenta as polêmicas “biografias” de Dona Joventina, boneca do maracatu Estrela Brilhante. A escultura de madeira escura ficou durante 30 anos (1965-1996) sob a posse da pesquisadora Katarina Real, antes de ser doada ao acervo do Museu do Homem do Nordeste, em Recife. Hoje, existem duas nações de maracatu que se denominam Estrela Brilhante e que de formas distintas reivindicam a posse e a retirada da boneca do museu. Uma nação fica localizada no Alto José do Pinho, na cidade do Recife, e a outra, em Igarassu, antigo município dos arredores da capital. O filme registra a visita das duas nações ao museu, buscando mostrar os sentimentos e os usos dos diferentes sujeitos envolvidos com Dona Joventina e outras bonecas de maracatu.
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Acesse a página Dona Joventina Documentário produzido com o apoio do Edital de Apoio à Produção de Documentários Etnográficos sobre o Patrimônio Cultural Imaterial (Etnodoc). O documentário apresenta as polêmicas “biografias” de Dona Joventina, boneca do maracatu Estrela Brilhante. A escultura de madeira escura ficou durante 30 anos (1965-1996) sob a posse da pesquisadora Katarina Real, antes de ser doada ao acervo do Museu do Homem do Nordeste, em Recife. Hoje, existem duas nações de maracatu que se denominam Estrela Brilhante e que de formas distintas reivindicam a posse e a retirada da boneca do museu. Uma nação fica localizada no Alto José do Pinho, na cidade do Recife, e a outra, em Igarassu, antigo município dos arredores da capital. O filme registra a visita das duas nações ao museu, buscando mostrar os sentimentos e os usos dos diferentes sujeitos envolvidos com Dona Joventina e outras bonecas de maracatu.
Sobre o bem cultural
Vídeo de registro
Data
03/12/2014
Período de ocorrência
Abrangência do registro
Proponente do Registro
Pernambuco (Estado). Secretaria de Cultura
Vinculo com Inventário Nacional de Referências Culturais
Etiqueta temática
Ciclo carnavalesco | Contexto urbano | Cultura afro-brasileira e diaspórica | Musicalidades | Religiões de matriz africana
Informações de destaque lateral
Livro de Registro
Data de Registro
03/12/2014
Estados Brasileiros
Municípios Brasileiros
Pernambuco (PE) > Igarassu | Pernambuco (PE) > Jaboatão Dos Guararapes | Pernambuco (PE) > Olinda | Pernambuco (PE) > Recife
Acesse o processo de registro no Sistema Eletrônico de Informação
Acesse o processo de revalidação no Sistema Eletrônico de Informação
Acesse as ações de salvaguarda realizadas
Denominação
Maracatu nação
Descrição Completa
O Maracatu Nação é uma manifestação cultural afro-brasileira que combina música, dança, performance e espiritualidade. Presente sobretudo na região metropolitana do Recife, em Pernambuco, essa forma de expressão ganha maior visibilidade durante o Carnaval, quando os grupos saem às ruas em cortejos marcados por ritmos intensos, personagens simbólicos e uma forte dimensão ritual. Os desfiles são apenas a face mais visível de um conjunto de práticas que envolvem o cotidiano de muitas comunidades, fortalecendo vínculos, saberes e modos de vida compartilhados.
Cada grupo é composto por um corpo percussivo — chamado de batuque — e por um cortejo de personagens que representam uma corte real. O batuque inclui instrumentos como alfaias, gonguês, taróis, caixas de guerra, mineiros e ganzás, que criam o ritmo conhecido como baque virado. Essa batida, conduzida por um mestre batuqueiro, acompanha as toadas, cantadas ao longo do percurso. As músicas interpretam o cotidiano das comunidades, celebram seus ancestrais e reafirmam tradições transmitidas oralmente.
O cortejo real é formado por uma hierarquia de personagens: o rei, a rainha, damas do paço, príncipes, princesas, baianas, caboclos, soldados, escravos de balé, entre outros. Um dos elementos mais emblemáticos é a calunga — boneca de feições negras, feita de madeira ou pano, carregada com cuidado e reverência por uma Dama do Paço. A calunga simboliza a ancestralidade e representa a presença espiritual dentro do cortejo, conectando os praticantes a dimensões sagradas da manifestação.
As raízes do Maracatu Nação remontam às antigas coroações de reis e rainhas do Congo, realizadas por irmandades religiosas compostas por pessoas negras durante o período colonial. Elementos dessa tradição foram ressignificados pelas comunidades afrodescendentes e incorporados aos cortejos do maracatu, conferindo à manifestação uma forte dimensão simbólica e histórica. Esses vínculos se mantêm vivos nas roupas luxuosas, nos estandartes, nas insígnias e nos rituais realizados antes das apresentações.
Os vínculos com o sagrado fazem parte do Maracatu Nação e se manifestam nas conexões que muitos grupos mantêm com os cultos aos orixás e com a Jurema Sagrada — prática espiritual de matriz afro-indígena que valoriza a ancestralidade presente nas figuras de mestres, mestras, caboclos e outras entidades. Essa presença espiritual pode ser percebida nos gestos, nas cantigas e nas preparações internas de cada grupo, muitas vezes resguardadas no que os praticantes chamam de “segredos do maracatu”.
A prática do Maracatu Nação se mantém viva nas comunidades por meio de ensaios, oficinas, festas e celebrações religiosas, além dos desfiles públicos. Ao envolver pessoas de diferentes idades e origens, a manifestação contribui para a valorização das histórias negras e para o fortalecimento das identidades culturais de seus praticantes. Os grupos preservam modos próprios de ensinar, organizar e transmitir o conhecimento, articulando tradição e continuidade com autonomia.
O Maracatu Nação foi registrado como Patrimônio Cultural do Brasil em 2014, no Livro das Formas de Expressão. Esse reconhecimento fortaleceu ações voltadas à valorização da manifestação, ao apoio às comunidades e à proteção dos saberes a ela associados. Trata-se de uma celebração que carrega experiências coletivas de criação, resistência e fé, mantidas e reinventadas por seus praticantes como parte fundamental da diversidade cultural brasileira.
Esta descrição faz parte da síntese do conteúdo do processo administrativo nº 01450.010232/2008-04. O texto foi elaborado com o auxílio de inteligência artificial, baseado nos documentos do BCR (Bens Culturais Registrados) e revisado por especialistas humanos. Nosso objetivo é tornar as informações mais acessíveis e compreensíveis para todas as pessoas. Caso encontre alguma inconsistência ou tenha sugestões de melhoria, entre em contato conosco. A sua participação é fundamental para valorizarmos e preservarmos nosso patrimônio cultural!
Solicitação de Registro do Bem
Data do Documento
29/09/2014
Autor
Secretaria de Cultura - Governo de Pernambuco
Anuência da Comunidade
Data do Documento
2008
Autor
Comunidade Detentora do Bem Cultural
Nota Técnica de Pertinencia
Ata/Decisão da Câmara Técnica do Patrimônio Imaterial
Data do Documento
17/04/2008
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Dossiê do Registro
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Parecer técnico do Iphan
Aviso de tramitação no DOU
Data do Documento
03/11/2014
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Parecer do relator do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural
Data do Documento
03/12/2014
Autor
Luiz Phelipe de Carvalho Castro Andrès
Ata do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural
Data do Documento
04/12/2014
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Título do Bem
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Certidão do Registro do Bem
Data do Documento
04/12/2014
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Nota Técnica
Data do Documento
28/03/2023
Autor
Aline Beatriz Miranda da Silva | Rodrigo Martins Ramassote
Parecer Técnico de Revalidação
Data do Documento
11/04/2025
Autor
Lívia Moraes e Silva | Thamires Helena Oliveira Neves
Publicação do Extrato de Parecer de Reavaliação no Diário Oficial
Data do Documento
28/04/2025
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Plano de Salvaguarda
Data do Documento
2023
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)













