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Choro

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Sobre o bem cultural

Vídeo de registro

Choro

Data

29/02/2024

Palavras-chave

Choro

Período de ocorrência

Sem frequência definida

Proponente do Registro

Clube do Choro de Brasília | Casa do Choro | Clube do Choro de Santos

Abrangência do registro

Nacional

Etiqueta temática

Contexto urbano | Cultura afro-brasileira e diaspórica | Musicalidades

Objetivos de Desenvolvimento Sutentável

Arte, cultura e comunicação (Objetivo 19) | Cidades e comunidades sustentáveis (Objetivo 11) | Educação de qualidade (Objetivo 4) | Igualdade étnico-racial (Objetivo 18) | Paz, justiça e instituições eficazes (Objetivo 16)

Informações de destaque lateral

Livro de Registro

Livro das Formas de Expressão

Data de Registro

29/02/2024

Estados Brasileiros

Acre (AC) | Alagoas (AL) | Amapá (AP) | Amazonas (AM) | Bahia (BA) | Ceará (CE) | Distrito Federal (DF) | Espírito Santo (ES) | Goiás (GO) | Maranhão (MA) | Mato Grosso (MT) | Mato Grosso do Sul (MS) | Minas Gerais (MG) | Pará (PA) | Paraíba (PB) | Paraná (PR) | Pernambuco (PE) | Piauí (PI) | Rio de Janeiro (RJ) | Rio Grande do Norte (RN) | Rio Grande do Sul (RS) | Rondônia (RO) | Roraima (RR) | Santa Catarina (SC) | São Paulo (SP) | Sergipe (SE) | Tocantins (TO)

Municípios da Instituição Proponente do Registro

Pará (PA) > Belém | Minas Gerais (MG) > Belo Horizonte | Distrito Federal (DF) > Brasília | São Paulo (SP) > Campinas | Mato Grosso do Sul (MS) > Campo Grande | Minas Gerais (MG) > Contagem | Mato Grosso (MT) > Cuiabá | Paraná (PR) > Curitiba | Santa Catarina (SC) > Florianópolis | Ceará (CE) > Fortaleza | Goiás (GO) > Goiânia | Rio de Janeiro (RJ) > Niterói | Minas Gerais (MG) > Ouro Preto | Rio Grande do Sul (RS) > Porto Alegre | Pernambuco (PE) > Recife | Rio de Janeiro (RJ) > Rio de Janeiro | Bahia (BA) > Salvador | Maranhão (MA) > São Luís | São Paulo (SP) > São Paulo | São Paulo (SP) > Tatuí

Acesse o processo de registro no Sistema Eletrônico de Informação

Registro no SEI

Recomendações e Diretrizes para Salvaguarda do Dossiê

No que concerne às indicações de salvaguarda discutidas no Dossiê, os pontos elencados foram os
seguintes:

1. Educação - Programa de Apoio ao Ensino do Choro
a) desenvolver programas de bolsas de estudo para o fomento à educação, pesquisa e
promoção e o estímulo à criação no choro, que contemplem as ações educativas a serem
implementadas ou já em curso;
b) desenvolver cursos especializados em Choro direcionados a professores(as) de música
de escolas públicas de ensino fundamental, de ensino médio e superior;
c) criar editais de financiamento para a construção e aquisição de instrumentos;
d) estimular a produção de materiais didáticos relacionados ao Choro, garantindo o amplo
acesso a esses materiais em bibliotecas, midiatecas e por meios digitais, para
implementação no ensino fundamental, médio e superior, dentre outros contextos;
e) estimular a aproximação entre associações e coletivos de Choro locais com as redes
públicas de ensino através de ações diversas como oficinas, residências, rodas,
apresentações, dentre outras; e
f) a partir dos marcos legais que incluem a obrigatoriedade da Música e que definem
“História e cultura afro-brasileira e indígena” como temáticas obrigatórias na educação
escolar básica, incentivar o ensino de história e da prática do Choro nesse contexto.

2. Memória - Programa de Preservação da Memória do Choro
a) Propomos a criação do Programa de Preservação da Memória do Choro, que terá por
objetivos:
b) estimular a criação de editais para fomento e apoio a ações de preservação dos acervos
de Choro, sua higienização, restauro, catalogação, informatização, digitalização e
disponibilização para acesso público;
c) promover ações de capacitação para preservação de acervos que envolvam parcerias
entre comunidades locais e instituições públicas como bibliotecas, universidades, arquivos
municipais e estaduais, dentre outros;
d) viabilizar doações de acervos e coleções para instituições públicas ou de interesse
público;
e) apoiar a produção de conhecimento sobre a memória de compositores(as) e intérpretes
de diferentes localidades do Brasil, dando visibilidade a essa expressão cultural por meio
da publicação de trabalhos ainda inéditos e a reedição de livros de referência já esgotados.
Enfatizar a pesquisa e a recuperação da memória associada a agentes historicamente
invisibilizados, tais como compositoras e instrumentistas mulheres, compositores(as) e
instrumentistas afrodescendentes;
f) apoiar a edição e a disponibilização de livros e/ou partituras, registrando a contribuição
de intérpretes, arranjadores(as) e compositores(as) para a historiografia do choro em
diferentes regiões do Brasil; e
g) implementar e disponibilizar o “Banco de Dados Choro Patrimônio”, que foi produzido
no âmbito do Registro deste bem, para contínua complementação, aperfeiçoamento e
atualização por parte das comunidades locais de Choro em todo o Brasil.

3. Produção - Programa de Fomento ao Choro
a) estimular a criação de parcerias e convênios de associações e coletivos de Choro com os
poderes municipais e estaduais e superintendências regionais do Iphan para o incentivo à
realização de shows, rodas e outros eventos culturais, especialmente em espaços públicos;
b) criar um calendário anual de eventos como Festivais, Concursos, Mostras e Seminários
regionais, inclusive em comemoração ao Dia Nacional do Choro – dia 23 de abril – e às
datas municipais e estaduais dedicadas ao choro nas diversas regiões do país, contando
com apoio público e de incentivos fiscais em âmbito municipal, estadual e federal;
c) fomentar a produção fonográfica e audiovisual relacionada ao choro e sua difusão e
distribuição através da criação de editais em âmbito municipal, estadual e federal;
d) promover programas de intercâmbio para troca de experiências, em nível nacional,
entre os diversos núcleos de prática de choro nas diferentes regiões do país, e em nível
internacional, dada a relevância da contribuição dessa forma de expressão à difusão de
significados e valores da cultura brasileira;
e) promover e difundir as rodas de choro em locais públicos, fortalecendo o
desenvolvimento de formas de transmissão de saber que envolvem múltiplas dimensões
para além do ensino formal;
f) e promover ações de capacitação para musicistas, produtores e demais agentes da
cadeia produtiva do choro para a realização de projetos culturais.
É fundamental destacar que as ações aqui listadas expõem as demandas e anseios das
comunidades de chorões e choronas representadas na pesquisa, mas que podem ultrapassar os limites
de atuação da política de Patrimônio Imaterial.

Denominação

Choro

Descrição Completa

O Choro é uma forma de expressão musical brasileira com raízes no século XIX. Surgiu no Rio de Janeiro, em um contexto de encontros entre diferentes tradições culturais. Nas rodas de Choro, tocam-se melodias marcantes, improvisos, variações e acompanhamentos rítmicos que formam um estilo próprio de tocar. Ao longo do tempo, o Choro passou a ser vivido e praticado em diversas regiões do país, com modos de execução e repertórios que se relacionam com os contextos locais.

A formação instrumental mais comum é conhecida como “regional” e reúne instrumentos que desempenham funções diferentes: melodia, centro, linha de baixo e ritmo. Violão de sete cordas, cavaquinho, pandeiro, bandolim, flauta e clarinete costumam estar presentes, embora os conjuntos variem. Os arranjos são construídos coletivamente, com espaço para a criatividade de quem toca. Ornamentações, reduções e improvisos fazem parte da prática, e cada execução pode trazer novas ideias sobre uma mesma composição.

Desde sua origem, o Choro esteve ligado a processos de criação desenvolvidos por músicos populares urbanos. Ele se formou a partir da presença de gêneros europeus, da diáspora negra e de trocas culturais transatlânticas, em um momento de intensas transformações sociais. A prática do Choro expressa esses encontros e também as experiências dos grupos sociais que o mantiveram ao longo das décadas.

As rodas de Choro são espaços de escuta, aprendizado e partilha. Nelas, pessoas com diferentes níveis de experiência se reúnem para tocar, conversar, trocar partituras e ampliar seus repertórios. É comum que o aprendizado ocorra de forma oral, por observação e convivência com outros músicos e musicistas. Muitos registram as músicas em manuscritos guardados em acervos pessoais, que também servem como forma de manter viva a memória da prática.

A participação das mulheres tem destaque na história do Choro. A compositora e musicista Chiquinha Gonzaga é reconhecida como uma figura central na consolidação dessa forma de expressão, tanto pela sua obra quanto por sua atuação como artista e organizadora de grupos.

Hoje, o Choro é praticado em festas, encontros, rodas informais e apresentações públicas em todo o país. Ele é mantido por músicos experientes, iniciantes e apreciadores que aprendem, tocam e convivem em torno dessa música, em diferentes contextos e cidades brasileiras.

Em 2024, o Choro foi registrado como Patrimônio Cultural do Brasil no Livro das Formas de Expressão, reconhecendo sua importância como prática viva, compartilhada e em constante recriação.


Esta descrição faz parte da síntese do conteúdo do processo administrativo nº 01450.005879/2021-82. O texto foi elaborado com o auxílio de inteligência artificial, baseado nos documentos do BCR (Bens Culturais Registrados) e revisado por especialistas humanos. Nosso objetivo é tornar as informações mais acessíveis e compreensíveis para todas as pessoas. Caso encontre alguma inconsistência ou tenha sugestões de melhoria, entre em contato conosco. A sua participação é fundamental para valorizarmos e preservarmos nosso patrimônio cultural!

Solicitação de Registro do Bem

Pedido de registro

Data do Documento

05/05/2012

Autor

Clube do Choro de Brasilia

Anuência da Comunidade

Anuência

Data do Documento

20/03/2015

Autor

Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)

Nota Técnica de Pertinencia

Nota técnica de pertinência

Data do Documento

02/02/2015

Autor

Ellen Krohn

Ata/Decisão da Câmara Técnica do Patrimônio Imaterial

Ata da reunião da camara de patrimônio imaterial

Data do Documento

04/03/2015

Autor

Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)

Dossiê do Registro

Dossiê de registro

Data do Documento

01/02/2023

Autor

Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)

Parecer técnico do Iphan

Parecer técnico

Data do Documento

03/10/2023

Autor

Amanda Sucupira

Aviso de tramitação no DOU

Aviso de tramitação dou

Data do Documento

03/11/2023

Autor

Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)

Parecer do relator do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural

Parecer do conselho consultivo

Data do Documento

29/02/2024

Autor

Márcia Regina Romeiro Chuva

Ata do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural

Atas de reunião

Data do Documento

29/02/2024

Autor

Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)

Título do Bem

Titulação de registro de bem cultural

Data do Documento

14/05/2024

Autor

Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)

Certidão do Registro do Bem

Certidão de registro de bem cultural

Data do Documento

29/02/2024

Autor

Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)

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SEPS 702/902, Bloco B, Centro Empresarial Brasília 50, Torre Iphan

CEP 70390-025 – Brasília/DF

E-mail: sic@iphan.gov.br