Identificação da ação de salvaguarda
Descrição
Antes do Choro do Caçuá, existiram pelo menos duas rodas de Choro importantes na cidade de Natal e no estado do Rio Grande do Norte. A primeira acontecia no final da década de 1970 e ao longo dos anos 1980, no Café Nice, enquanto a segunda ocorria no Espaço Cultural Buraco da Catita, localizado no bairro histórico da Ribeira. No entanto, ambas se encontram inativas nos dias de hoje. A roda de Choro do Caçuá ocorre na cidade de Natal e é coordenada pelos músicos Carlos Zens, Anchieta Menezes, Fernandinho Régis e Pedro Paulo. O projeto teve início em janeiro de 2018 e tem como objetivo reunir e valorizar obras de artistas natalenses interessados em tocar e apreciar o Choro, funcionando como uma roda fixa na cidade. Além disso, a iniciativa se abre para outras convivências artísticas, acontecendo sempre no primeiro sábado do mês, na Praça Padre João Maria, situada no centro histórico de Natal. Apesar de ter contado com alguns apoios pontuais de editais públicos no passado, a roda é majoritariamente financiada pela iniciativa dos próprios músicos e de apoiadores, que contribuem por meio do caçuá (de onde se originou o nome do grupo). A partir de junho de 2024, a roda experimentou um aumento significativo de participantes, contando atualmente com uma média de público de 300 pessoas, em um centro histórico que se encontra cada vez mais esvaziado. Hoje, é considerada a principal roda de Choro do estado e um ponto de encontro para os detentores desse bem cultural. O Iphan oferece um suporte essencial, especialmente considerando que grande parte do público da roda é composto por idosos. Esse apoio inclui a presença de um servidor aos sábados, a disponibilização da Casa do Padre João Maria – localizada nas proximidades – para acesso a água e banheiros, além da oferta de cadeiras. Desde o início da parceria, optou-se por não solicitar a inserção da marca do Instituto nas ações, em consonância com a forma como os apoios institucionais são tradicionalmente realizados por gestores locais e outros agentes culturais. No entanto, a identidade visual do Instituto é incluída por iniciativa dos organizadores. Para o Choro do Caçuá, a presença do Iphan é vista pelos detentores e organizadores como um apoio legítimo, alinhado à sua função pública de preservação do patrimônio. Esse posicionamento fortalece a imagem do instituto e está em conformidade com suas diretrizes institucionais.
Unidade do Iphan responsável pela ação de salvaguarda
Superintendência do Iphan no Estado do Rio Grande do Norte (Iphan-RN)
Tipologia da ação de salvaguarda conforme Portaria 299/2015
Ampliação de mercado com benefício exclusivo dos produtores primários dos bens culturais imateriais | Ocupação, aproveitamento e adequação de espaço físico para centro de referência | Transmissão de saberes relativos ao bem cultural registrado
Localidades beneficiadas no Brasil
Público Alvo
Detentores | Sociedade civil
Formato de realização
Presencial
Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) relacionados
Arte, cultura e comunicação (Objetivo 19) | Cidades e comunidades sustentáveis (Objetivo 11) | Educação de qualidade (Objetivo 4) | Igualdade étnico-racial (Objetivo 18) | Paz, justiça e instituições eficazes (Objetivo 16)
Ação emergencial
Não
Atuação em rede
Instituições parceiras
Tipo de instituição ou natureza jurídica
Localidades
Tipo de instituição ou natureza jurídica
Localidades
Tipo de instituição ou natureza jurídica
Localidades
Tipo de instituição ou natureza jurídica
Órgão Público do Poder Executivo (Estado ou Distrito Federal)
Localidades
Grupos detentores
Tipo de instituição ou natureza jurídica
Localidades
Destaque Lateral
Bens registrados beneficiados
Status
Concluída
Ano de realização
2024
Tipologia da ação de salvaguarda
Ações de transmissão de saberes | Espaços físicos de referência destinados à prática do bem cultural | Implementação de iniciativas para ampliação de mercado e fortalecimento de cadeias produtivas
