Feira de Campina Grande
Sobre o bem cultural
Vídeo de registro
Período de ocorrência
Abrangência do registro
Proponente do Registro
Campina Grande (BR). Prefeitura Municipal
Vinculo com Inventário Nacional de Referências Culturais
Etiqueta temática
Objetivos de Desenvolvimento Sutentável
Arte, cultura e comunicação (Objetivo 19) | Cidades e comunidades sustentáveis (Objetivo 11) | Consumo e produção responsáveis (Objetivo 12) | Trabalho decente e crescimento econômico (Objetivo 8)
Informações de destaque lateral
Livro de Registro
Data de Registro
27/09/2017
Estados Brasileiros
Municípios Brasileiros
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Denominação
Feira de Campina Grande
Descrição Completa
A Feira de Campina Grande se apresenta ao visitante antes de ele chegar: o aroma das refeições preparadas no momento, o barulho das conversas, os chamados dos feirantes e o movimento contínuo de pessoas revelam sua vitalidade. É um espaço que vai além da simples comercialização de mercadorias — ali se cultivam relações, memórias e formas de sociabilidade profundamente enraizadas no cotidiano local.
Desde o final do século XVIII, a Feira movimenta a cidade e seus arredores. Começou como ponto de parada entre o litoral e o sertão e, aos poucos, se tornou um dos centros de comércio mais importantes da Paraíba. A cidade cresceu junto com a Feira, puxada pelo movimento de mercadorias, pela força da cultura do algodão e pela presença das pessoas que ali trabalham e circulam todos os dias.
Na Feira tem queijo, carne, couro, farinha, rapadura, ferramentas, roupas, brinquedos e tudo o que se possa imaginar. Mas a riqueza está também nos encontros que acontecem entre as bancas. É o lugar onde avós, pais, filhos e netos se encontram, onde vizinhos se reconhecem, onde o freguês vira amigo.
Naquele espaço pode se aprender um ofício apenas na observação e conversa. São profissões passadas de geração em geração, ensinadas em família ou entre compadres. Na Feira, o conhecimento anda de mãos dadas com a prática.
Os espaços da Feira também guardam histórias importantes. Construções como o Cassino Eldorado, o Pau do Meio e o Mercado Central fazem parte da paisagem do centro da cidade e da memória de quem vive ali. Ao redor desses pontos, o passado e o presente se cruzam todos os dias. A Feira tem sua organização, mas também está sempre mudando — entre barracas, improvisos, encontros e celebrações.
Foi nesse mesmo espaço que, no século XIX, aconteceu a Revolta do Quebra Quilos, quando feirantes e moradores se mobilizaram contra mudanças no sistema de pesos e medidas. Esse episódio mostra que a Feira de Campina Grande também é lugar de expressão e participação popular, onde as pessoas se fazem ouvir.
Mesmo com todas as mudanças ao longo dos anos, ela continua sendo esse espaço aberto, dinâmico, em constante transformação. As formas de pagamento mudam, os produtos se diversificam, mas o espírito da Feira permanece: um espaço vivo, onde a cultura circula de mãos dadas com a economia e a convivência.
Reconhecida como Patrimônio Cultural do Brasil em 2017, a Feira de Campina Grande é mais do que um grande mercado a céu aberto. É um lugar que atravessa gerações, onde a cidade pulsa, se encontra e se reconhece todos os dias.
Esta descrição faz parte da síntese do conteúdo do processo administrativo nº 01450.012500/2007-33. O texto foi elaborado com o auxílio de inteligência artificial, baseado nos documentos do BCR (Bens Culturais Registrados) e revisado por especialistas humanos. Nosso objetivo é tornar as informações mais acessíveis e compreensíveis para todas as pessoas. Caso encontre alguma inconsistência ou tenha sugestões de melhoria, entre em contato conosco. A sua participação é fundamental para valorizarmos e preservarmos nosso patrimônio cultural!
Solicitação de Registro do Bem
Data do Documento
31/08/2007
Autor
Prefeitura Municipal de Campina Grande | Instituto do Patrimônio Histórico e Artistico Nacional (Iphan)
Anuência da Comunidade
Autor
Comunidade Detentora do Bem Cultural
Nota Técnica de Pertinencia
Data do Documento
27/10/2016
Autor
Amanda Camylla Pereira Silva | Diana Dianovsky
Dossiê do Registro
Data do Documento
2017
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Parecer técnico do Iphan
Aviso de tramitação no DOU
Data do Documento
18/01/2018
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Parecer do relator do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural
Ata do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural
Data do Documento
27/09/2017
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Título do Bem
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Certidão do Registro do Bem
Data do Documento
27/09/2017
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Plano de Salvaguarda
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)





