Identificação da ação de salvaguarda
Descrição
No dia 19 de novembro de 2024, às vésperas do feriado nacional da Consciência Negra, o Iphan-ES organizou uma Oficina de Cartografia Social e Afetiva na Comunidade Quilombola de São Cristóvão, detentora do Jongo no Sudeste, situada no município de São Mateus, estado do Espírito Santo. A oficina teve os seguintes objetivos: a) aproximar a equipe técnica do Iphan-ES da referida comunidade; b) identificar as referências culturais da comunidade; e c) divulgar a Portaria do Iphan nº 135/23, relativa ao tombamento dos quilombos no estado do Espírito Santo. As tratativas para a articulação da ação formativa se iniciaram em abril de 2024, quando foi realizada a primeira reunião de sensibilização sobre a divulgação da Portaria nº 135/23. Após contatos com as lideranças, efetivou-se a articulação. Obteve-se apoio para o coffee break com recursos da Coordenação Geral de Comunicação Institucional do Iphan. Para uma aproximação com a base social, foram realizadas adaptações no cardápio, a fim de incluir referências da cultura alimentar quilombola. Foi sinalizado o objetivo da cartografia, que consistia em aproximar-se da comunidade local e identificar referências culturais significativas. A partir dos relatos, a comunidade desenhou no mapa diferentes elementos, dentre os quais: a Igreja de São Cristóvão, que dá nome à localidade, o bar, o campo de futebol, o espaço cultural, a casa de farinha, o galpão no qual se guardam os equipamentos de cultivo, áreas agrícolas, a represa e o rio São Mateus. A comunidade apontou como referências de saberes o ofício das benzedeiras, das parteiras, das tranceiras, o modo de fazer óleo de dendê, o modo de fazer a farinha de mandioca, o modo de fazer as redes e armadilhas de pesca artesanal, o modo de fazer objetos com fibras de bananeira, entre outros. Em relação às expressões culturais, destacaram a Roda de Capoeira, o Forró, o Jongo e o Reis de Boi. No tocante às celebrações, pontuaram a festa de São Cristóvão e os aniversários da comunidade. Em relação aos objetos, foram mencionados pilões e armadilhas de pesca (tais como a muzanga). Nesse processo, observou-se uma troca intergeracional, na qual adultos e crianças compartilhavam saberes e experiências sobre a comunidade. Por fim, foi realizada uma roda de conversa, na qual se produziu essa identificação sobre o que foi relatado.
Unidade do Iphan responsável pela ação de salvaguarda
Departamento de Patrimônio Material e Fiscalização (DEPAM) | Presidência do Iphan (PRES) | Superintendência do Iphan no Estado do Espírito Santo (Iphan-ES)
Tipologia da ação de salvaguarda conforme Portaria 299/2015
Ação educativa para diferentes públicos | Pesquisas, mapeamentos e inventários participativos | Transmissão de saberes relativos ao bem cultural registrado
Temáticas transversais
Público Alvo
Detentores
Formato de realização
Presencial
Ação emergencial
Não
Atuação em rede
Instituições parceiras
Tipo de instituição ou natureza jurídica
Localidades
Grupos detentores
Tipo de instituição ou natureza jurídica
Localidades
Destaque Lateral
Bens registrados beneficiados
Status
Concluída
Ano de realização
2024
Tipologia da ação de salvaguarda
Ações de transmissão de saberes | Ações educativas sobre o bem registrado | Produção de conhecimentos sobre o bem registrado
Localidades beneficiadas no Brasil
Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) relacionados
Arte, cultura e comunicação (Objetivo 19) | Educação de qualidade (Objetivo 4) | Igualdade étnico-racial (Objetivo 18) | Paz, justiça e instituições eficazes (Objetivo 16) | Redução das desigualdades (Objetivo 10)
