Identificação da ação de salvaguarda
Descrição
O processo para a elaboração do Plano de Salvaguarda do Bem Cultural no estado do Rio de Janeiro teve início em 31 de maio de 2022, partindo de diagnósticos resultantes do processo de Reavaliação para a Revalidação do Bem Cultural, ocorrido nos meses de julho e agosto de 2021. A partir de tais diagnósticos, buscou-se, em diálogo com as lideranças jongueiras, elaborar os objetivos e ações que comporiam o Plano de Salvaguarda, bem como definir prazos, prioridades e principais parceiros para a gestão compartilhada da salvaguarda do Bem Cultural. Assim, foram realizadas reuniões virtuais ao longo dos meses de junho (14 de junho) e julho (23 de julho), além de uma visita técnica ao grupo Jongueiros da Cachoeira, em Arrozal, ocorrida em agosto de 2022. Em 2023, buscando retomar a elaboração do Plano de Salvaguarda do Jongo no Sudeste, foi enviado um ofício-circular aos potenciais parceiros, convidando-os para duas reuniões, nas quais se pretendia cumprir a última etapa para a elaboração do Plano: estabelecer uma ordem de prioridade, os responsáveis por sua execução, os prazos e prever os recursos necessários. Tais reuniões foram realizadas em 12 de abril de 2023 e 19 de abril de 2023. As reuniões com os potenciais parceiros trouxeram à tona algumas discordâncias, e as próprias lideranças solicitaram que as reuniões voltassem a ser realizadas somente com os detentores e detentoras, entendendo que havia a necessidade de dialogar, entre eles, sobre alguns pontos sensíveis. Esse encaminhamento levou ao adiamento da mobilização de potenciais parceiros. Desse modo, seguiram-se reuniões virtuais ao longo de 2023, que evidenciaram a necessidade de avançar no diálogo sobre critérios para o ingresso de novos grupos no coletivo de salvaguarda e a dimensão da territorialidade dos grupos. Em abril e junho de 2024, no âmbito do ciclo de oficinas para a salvaguarda do Jongo no Rio de Janeiro, o Plano de Salvaguarda foi validado em reunião presencial com as lideranças jongueiras, tendo sido também definidas as ações prioritárias. Além disso, parceiros da salvaguarda foram mobilizados, comprometendo-se a apoiar algumas das ações propostas. Por fim, destacamos que o Plano de Salvaguarda é um documento vivo e, por esse motivo, deverá ser constantemente revisado, atualizado e complementado ao longo dos próximos anos, de maneira a refletir cada vez mais as demandas, planejamentos e parcerias para a salvaguarda do Jongo no estado do Rio de Janeiro.
Unidade do Iphan responsável pela ação de salvaguarda
Departamento de Patrimônio Imaterial (DPI) | Superintendência do Iphan no Estado do Rio de Janeiro (Iphan-RJ)
Tipologia da ação de salvaguarda conforme Portaria 299/2015
Apoio à criação e manutenção de coletivo deliberativo e elaboração de plano de salvaguarda | Articulação institucional e política integrada | Capacitação de quadros técnicos para a implementação e gestão de políticas patrimoniais
Temáticas transversais
Público Alvo
Detentores | Parceiros institucionais
Formato de realização
Híbrida
Ação emergencial
Não
Destaque Lateral
Bens registrados beneficiados
Status
Concluída
Ano de realização
2022 | 2023 | 2024
Tipologia da ação de salvaguarda
Cooperação institucional para a salvaguarda de bens registrados | Formação e mobilização de detentores e parceiros | Gestão participativa de planos e ações para bens registrados
Localidades beneficiadas no Brasil
Rio de Janeiro (RJ) > Campos Dos Goytacazes | Rio de Janeiro (RJ) > Rio de Janeiro | Rio de Janeiro (RJ)
Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) relacionados
Arte, cultura e comunicação (Objetivo 19) | Educação de qualidade (Objetivo 4) | Igualdade étnico-racial (Objetivo 18) | Paz, justiça e instituições eficazes (Objetivo 16) | Redução das desigualdades (Objetivo 10)
