Identificação da ação de salvaguarda
Descrição
Foi realizado um ciclo de sessões de trabalho da Comissão de Acompanhamento, Avaliação e Consultoria do projeto para o Centro de Referência da Cultura Caiçara em Paranaguá. A comissão foi instituída para assessorar o desenvolvimento dos produtos do Contrato nº 001/2020, que tinha como objetivo a elaboração do projeto de restauração e adaptação dos sobrados conhecidos como "Casa do Brasão" e "Casa do Portão de Ferro", no Centro Histórico de Paranaguá/PR. Conforme diretrizes técnicas, o espaço futuro seria dedicado à instalação de um Centro de Referência com destaque para o Fandango Caiçara. A comissão, conforme previsto no edital, foi composta por representantes da Prefeitura Municipal de Paranaguá, pesquisadores de instituições de ensino superior e, fundamentalmente, por representantes dos sete grupos de Fandango Caiçara institucionalizados na cidade: Associação Mandicuera de Cultura Popular, Grupo de Fandango Caiçara das Encantadas (Ilha do Mel), Grupo de Fandango Família Domingues, Grupo Ilha dos Valadares - Mestre Brasílio, Grupo de Fandango Mestre Eugênio, Grupo de Fandango Mestre Romão e Grupo de Fandango Pés de Ouro - Mestre Nemésio. O ciclo de trabalho incluiu sessões específicas para a apresentação, discussão e aprovação dos diversos produtos contratados. Na primeira sessão, foram apresentados o histórico do processo e os objetivos da comissão, seguidos da avaliação do relatório de pesquisa histórica e do estudo preliminar do projeto arquitetônico, que posteriormente foi aprovado por unanimidade. Uma sessão posterior focou na apresentação da proposta preliminar de identidade visual e do projeto integrado de educação patrimonial (PIEP). Este encontro foi marcado por um impasse significativo quando o representante da Associação Mandicuera manifestou sua insatisfação com a conceituação do espaço, retirando-se da comissão. O incidente gerou uma discussão profunda sobre a nomenclatura ("Casa" versus "Centro" de Referência), a representatividade do Fandango dentro da ampla "cultura caiçara" e, sobretudo, sobre as futuras formas de gestão e ocupação do espaço, questões que os detentores consideraram mal resolvidas. Este ciclo de sessões evidenciou tanto o desafio de conciliar prazos contratuais com a construção de consensos comunitários complexos, quanto a importância fundamental da participação direta dos detentores na concepção de um espaço que visa representá-los.
Unidade do Iphan responsável pela ação de salvaguarda
Tipologia da ação de salvaguarda conforme Portaria 299/2015
Articulação institucional e política integrada | Constituição, conservação e disponibilização de acervos sobre o universo cultural do bem registrado | Ocupação, aproveitamento e adequação de espaço físico para centro de referência
Localidades beneficiadas no Brasil
Distrito Federal (DF) > Brasília | Paraná (PR) > Curitiba | Distrito Federal (DF) | Paraná (PR) > Guaraqueçaba | Paraná (PR) | Paraná (PR) > Paranaguá | São Paulo (SP) > São Paulo | São Paulo (SP)
Público Alvo
Detentores | Parceiros institucionais | Sociedade civil
Formato de realização
Presencial
Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) relacionados
Arte, cultura e comunicação (Objetivo 19) | Cidades e comunidades sustentáveis (Objetivo 11) | Educação de qualidade (Objetivo 4) | Povos originários e comunidades tradicionais (Objetivo 20) | Vida terrestre (Objetivo 15)
Ação emergencial
Sim
Destaque Lateral
Bens registrados beneficiados
Status
Concluída
Ano de realização
2021
Tipologia da ação de salvaguarda
Cooperação institucional para a salvaguarda de bens registrados | Espaços físicos de referência destinados à prática do bem cultural | Produtos, eventos e serviços para a divulgação do bem registrado
