Nas primeiras décadas de sua atuação o IPHAN se restringiu a preservar os vestígios monumentais civilizatórios da presença colonizadora - europeia e católica - no Brasil. Um grupo de intelectuais modernistas, na ânsia por identificar os símbolos de uma brasilidade, de uma nação em construção, foram os responsáveis por definir o que deveria ou não ser preservado. Ainda que não possamos desprezar a ação preservacionista realizada ao curso das primeiras décadas de existência do IPHAN, pelo contrário, nesse período muita coisa importante foi valorizada e preservada, não resta a menor dúvida de que esses vestígios memoriais não refletem, como nunca refletiram, a diversidade cultural do país