Festividades do Glorioso São Sebastião na região do Marajó
Sobre o bem cultural
Vídeo de registro
Data
27/11/2013
Proponente do Registro
Museu do Marajó
Período de ocorrência
Abrangência do registro
Etiqueta temática
Objetivos de Desenvolvimento Sutentável
Arte, cultura e comunicação (Objetivo 19) | Cidades e comunidades sustentáveis (Objetivo 11) | Paz, justiça e instituições eficazes (Objetivo 16) | Trabalho decente e crescimento econômico (Objetivo 8)
Informações de destaque lateral
Livro de Registro
Data de Registro
27/11/2013
Estados Brasileiros
Municípios da Instituição Proponente do Registro
Território já identificado
Região do Marajó (PA)
Acesse o processo de registro no Sistema Eletrônico de Informação
Acesse as ações de salvaguarda realizadas
Denominação
Festividades do Glorioso São Sebastião na região do Marajó
Descrição Completa
Na região do Marajó, no estado do Pará, a festa dedicada ao Glorioso São Sebastião é uma manifestação cultural que une fé, tradição e organização comunitária. Com origens no período colonial e na presença missionária do século XVI, a devoção ao santo se espalhou por diversos municípios e comunidades da região, ganhando significados locais que combinam elementos simbólicos, musicais, performáticos e sociais.
São Sebastião é reconhecido pelas comunidades marajoaras como protetor, intercessor e símbolo de força. Essas características se relacionam com valores como a luta, a resistência e o cuidado com a coletividade. Sua imagem aparece nos altares das igrejas e também nas casas, enfeitadas com fitas e flores nas cores verde, vermelho e branco, que são associadas à identidade do santo.
Os preparativos para a celebração começam com o ciclo de esmolação, momento em que foliões e representantes da comissão percorrem fazendas, vilarejos e localidades vizinhas pedindo doações para a festa. Essa peregrinação pode durar semanas ou até meses e é acompanhada por cantos e rezas (as folias e ladainhas), que fazem parte da tradição oral transmitida entre gerações. Os cantos são executados com instrumentos específicos e cumprem funções próprias que ajudam a marcar o caminho da devoção, promovendo encontros entre quem visita e quem recebe.
O ponto alto da festa acontece entre os dias 10 e 20 de janeiro. As celebrações públicas incluem procissões, levantamento e derrubada do mastro, novenas, apresentações musicais e festas nos arraiais — espaços montados com barracões que acolhem os rituais e fortalecem a convivência comunitária. Cada localidade organiza sua festa de forma autônoma, o que traz grande diversidade à celebração, sem perder o foco na devoção a São Sebastião.
Alguns elementos culturais reforçam a identidade regional da festa. Em Cachoeira do Arari, por exemplo, é tradicional o consumo do leite de onça (bebida feita com álcool etílico e leite de búfala) durante o cortejo dos mastros e no arraial. Outra prática marcante é a luta marajoara, uma forma de combate corporal na lama, também integrada à programação. Essas expressões envolvem ativamente a comunidade e mostram como religiosidade, convivência e cultura local estão interligadas.
A festa também ajuda a manter formas próprias de organização social, especialmente em áreas rurais e ribeirinhas, onde a mobilização envolve famílias, vizinhos e grupos locais. A transmissão dos saberes, cantos e práticas associadas à celebração continua viva tanto pelo convívio entre gerações quanto por meio de oficinas e ações de salvaguarda realizadas nos últimos anos.
O reconhecimento das festividades do Glorioso São Sebastião como Patrimônio Cultural do Brasil, em 2013, reforçou a importância dessa celebração como expressão de fé, pertencimento e continuidade histórica. A festa se consolidou como parte da memória coletiva e da vida social das comunidades marajoaras.
Esta descrição faz parte da síntese do conteúdo do processo administrativo nº 01450.015103/2007-13. O texto foi elaborado com o auxílio de inteligência artificial, baseado nos documentos do BCR (Bens Culturais Registrados) e revisado por especialistas humanos. Nosso objetivo é tornar as informações mais acessíveis e compreensíveis para todas as pessoas. Caso encontre alguma inconsistência ou tenha sugestões de melhoria, entre em contato conosco. A sua participação é fundamental para valorizarmos e preservarmos nosso patrimônio cultural!
Solicitação de Registro do Bem
Anuência da Comunidade
Data do Documento
01/01/2008
Autor
Comunidade Detentora do Bem Cultural
Nota Técnica de Pertinencia
Ata/Decisão da Câmara Técnica do Patrimônio Imaterial
Data do Documento
30/07/2012
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Dossiê do Registro
Data do Documento
2010
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Parecer técnico do Iphan
Aviso de tramitação no DOU
Data do Documento
04/10/2013
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Parecer do relator do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural
Autor
Maria Cecília Londres Fonseca
Ata do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural
Data do Documento
27/11/2013
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Título do Bem
Data do Documento
27/11/2013
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Certidão do Registro do Bem
Data do Documento
29/11/2013
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)















