Ofício, saberes e práticas das parteiras tradicionais do Brasil
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Acesse a página 104ª Reunião Ordinária do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural A Reunião Ordinária do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural analisou a proposta de registro dos Saberes e Práticas das Parteiras Tradicionais do Brasil e Samba de Bumbo Paulista.
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https://youtu.be/EBu6asbFiQY?si=wcDvxuVlInH7aJTbAcesse a página Ofício, saberes e práticas das parteiras tradicionais do Brasil Documentário produzido por pesquisadores do Iphan e da UFPE para instrução do processo de registro do Ofício, Saberes e Práticas das Parteiras Tradicionais do Brasil, reconhecido pelo Iphan como Patrimônio Cultural do País, em 09/05/2024.
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Acesse a página Parteiras Fotografia colorida representando a parteira Inez Gonzaga em Alcantara - MA. -
Acesse a página Parteiras Fotografia colorida representando a parteira Getulia Moreira da Silva em Cavalcante - GO. -
Acesse a página Parteiras Foto colorida da representando a parteira Maria Raimunda Queiroz da Camara segurando uma garrafada para pós parto. Foto tirada em Mazagão Velho - AP -
Acesse a página Parteiras Fotografia colorida representando a parteira Florentina Pereira Santos Queiroga em Alto Paraíso - GO.
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Acesse a página 104ª Reunião Ordinária do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural A Reunião Ordinária do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural analisou a proposta de registro dos Saberes e Práticas das Parteiras Tradicionais do Brasil e Samba de Bumbo Paulista. -
Acesse a página Ofício, saberes e práticas das parteiras tradicionais do Brasil Documentário produzido por pesquisadores do Iphan e da UFPE para instrução do processo de registro do Ofício, Saberes e Práticas das Parteiras Tradicionais do Brasil, reconhecido pelo Iphan como Patrimônio Cultural do País, em 09/05/2024. -
Acesse a página Parteiras Fotografia colorida representando a parteira Inez Gonzaga em Alcantara - MA. -
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Acesse a página Parteiras Foto colorida da representando a parteira Maria Raimunda Queiroz da Camara segurando uma garrafada para pós parto. Foto tirada em Mazagão Velho - AP -
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Sobre o bem cultural
Vídeo de registro
Data
09/05/2024
Palavras-chave
Período de ocorrência
Abrangência do registro
Proponente do Registro
Instituto Nômades | Grupo Curumim - Gestação e Parto | Associação das Parteiras Tradicionais e Hospitalares de Jaboatão dos Guararapes | Associação das Parteiras Tradicionais de Caruaru
Vinculo com Inventário Nacional de Referências Culturais
Etiqueta temática
Práticas eminentemente femininas | Saúde tradicional e medicina popular
Objetivos de Desenvolvimento Sutentável
Arte, cultura e comunicação (Objetivo 19) | Educação de qualidade (Objetivo 4) | Igualdade de gênero (Objetivo 5) | Povos originários e comunidades tradicionais (Objetivo 20) | Saúde e bem-estar (Objetivo 3)
Informações de destaque lateral
Livro de Registro
Data de Registro
09/05/2024
Estados Brasileiros
Acre (AC) | Alagoas (AL) | Amapá (AP) | Amazonas (AM) | Bahia (BA) | Ceará (CE) | Distrito Federal (DF) | Espírito Santo (ES) | Goiás (GO) | Maranhão (MA) | Mato Grosso (MT) | Mato Grosso do Sul (MS) | Minas Gerais (MG) | Pará (PA) | Paraíba (PB) | Paraná (PR) | Pernambuco (PE) | Piauí (PI) | Rio de Janeiro (RJ) | Rio Grande do Norte (RN) | Rio Grande do Sul (RS) | Rondônia (RO) | Roraima (RR) | Santa Catarina (SC) | São Paulo (SP) | Sergipe (SE) | Tocantins (TO)
Acesse o processo de registro no Sistema Eletrônico de Informação
Recomendações e Diretrizes para Salvaguarda do Dossiê
Baseado nos relatos ancorados na vasta experiência dessas mulheres, o Dossiê gerado pela
instrução técnica para embasar a solicitação de Registro dos Saberes e Práticas das Parteiras Tradicionais do Brasil congregou as seguintes linhas de ações de salvaguarda, tendo em vista os parâmetros do Decreto nº 3.551, de 4 de agosto de 2000, mais precisamente da Portaria Iphan nº 299, de 17 de julho de 2015.
Nessas linhas de ação (ou eixos), estão sugeridas ações que podem ser, uma vez efetivado
o Registro, aprimoradas e validadas em um futuro Plano de Salvaguarda, com vistas a melhoria das condições de atuação das parteiras tradicionais e a promoção da sustentabilidade de seus conhecimentos.
Eixo 1 - Articulação e Mobilização Social: estão previstas reuniões locais de mobilização de
detentoras, principalmente a partir dos espaços das associações existentes; articulação com a esfera legislativa, objetivando buscar recursos para desenvolvimento de ações; articulação local para incentivar o reconhecimento e valorização das parteiras, a exemplo da Lei de Patrimônio Vivo do estado de Pernambuco e demais espaços em que há o reconhecimento de pessoas, como o título de Notório Saber consentido pelas universidades; ampliação de ações de pesquisa e documentação sobre o Saberes e Práticas das Parteiras Tradicionais do Brasil nos estados onde, por exemplo, não foi possível realizar pesquisa de campo nessa etapa da instrução técnica.
Eixo 2 - Ações participativas para identificação: estão sugeridas ações de mapeamento
das associações (formalizadas) e núcleos (grupos não formalizados) de parteiras, objetivando o conhecimento sobre a dinâmica de funcionamento desses espaços; além disso, pretende-se o fortalecimento dessas instâncias para que se configurem em entidades articuladoras de ações de promoção dos saberes das parteiras, através de encontros, cursos, palestras, eventos, etc. Está sendo proposta, ainda, a criação de um Cadastro Nacional de Parteiras Tradicionais, em formato participativo.
Eixo 3 - Difusão e reconhecimento: propõe-se a publicação e difusão, em diversos canais,
dos materiais resultantes da instrução técnica dos Saberes e Práticas das Parteiras Tradicionais do Brasil, como o Dossiê de Registro e o videodocumentário “Registro do ofício de parteira tradicional”; incentivo à criação de editais de premiação para as parteiras tradicionais, mas também para ações e projetos de Salvaguarda desse saber; promoção de atividades de repasse e compartilhamento dos conhecimentos tradicionais das parteiras em instituições de ensino formal.
Denominação
Ofício, saberes e práticas das parteiras tradicionais do Brasil
Descrição Completa
Em muitos cantos do Brasil, o nascimento de uma criança continua sendo acompanhado por mãos experientes, que sabem ouvir, acolher e cuidar. São as parteiras tradicionais, mulheres reconhecidas por suas comunidades pelo saber de acompanhar a gestação, o parto e o pós-parto com atenção e presença. Esse conhecimento é passado entre gerações, quase sempre dentro das próprias famílias, e continua vivo nos quintais, nas aldeias, nas margens dos rios e nos sertões, onde o ofício de partejar segue sendo essencial para a vida em comunidade.
Esses saberes combinam diferentes formas de conhecimento. Vêm da experiência prática, da observação, dos conselhos das mais velhas e, muitas vezes, de sonhos ou sinais que, para elas, indicam o chamado para “partejar”. Ao longo da vida, cada parteira amplia seu repertório por meio da troca com outras parteiras e com profissionais da saúde, num processo contínuo de aprendizado. Essa capacidade de reunir tradições, crenças e saberes biomédicos dá ao seu ofício um caráter híbrido, que se renova a cada experiência vivida.
As técnicas usadas variam de acordo com a região, a cultura e o contexto de cada comunidade.
Estão presentes em áreas rurais, quilombolas, indígenas, ribeirinhas e urbanas. Apesar das diferenças, o cuidado com a gestante, o acolhimento emocional e a atenção ao bem-estar da mãe e do bebê são comuns a todas elas. As parteiras não cuidam apenas do parto. Elas acompanham o início da gravidez, orientam sobre a alimentação, ajudam na preparação para o nascimento e oferecem apoio no momento do resguardo. Isso amplia o alcance de seu trabalho para além da saúde física — envolve também afeto, escuta e presença constante.
A relação entre a parteira e a gestante é construída com base na confiança e no vínculo comunitário. Muitas vezes, esse vínculo é chamado de “comadrio” — uma rede de cuidado entre mulheres, sustentada pela solidariedade e pelo reconhecimento mútuo. As parteiras também se sentem chamadas por um dom, algo que não se escolhe, mas que se assume como uma missão recebida da vida ou da fé. Ao exercer esse saber, elas também oferecem uma dádiva à comunidade: partilham o conhecimento, cuidam das famílias e, em troca, recebem respeito e reconhecimento social.
Para essas mulheres, partejar é um saber construído na prática e na convivência, que reúne técnica, cuidado, palavras de conforto, gestos de acolhimento, rezas, massagens, banhos, o uso de plantas e outros elementos que compõem seus modos próprios de acompanhar o nascimento. Cada parto se torna também um momento de expressão cultural e simbólica, reafirmando o valor desse ofício como um patrimônio vivo, transmitido entre gerações e sustentado pelas comunidades que o reconhecem.
Em reconhecimento a essa prática ancestral, em 2024 os saberes das parteiras tradicionais foram registrados como Patrimônio Cultural do Brasil, no Livro dos Saberes. O registro valoriza a diversidade de técnicas, histórias e modos de viver ligados ao partejar, reafirmando a importância dessas mulheres para suas comunidades e para a cultura brasileira.
Esta descrição faz parte da síntese do conteúdo do processo administrativo nº 01450.004492/2013-67. O texto foi elaborado com o auxílio de inteligência artificial, baseado nos documentos do BCR (Bens Culturais Registrados) e revisado por especialistas humanos. Nosso objetivo é tornar as informações mais acessíveis e compreensíveis para todas as pessoas. Caso encontre alguma inconsistência ou tenha sugestões de melhoria, entre em contato conosco. A sua participação é fundamental para valorizarmos e preservarmos nosso patrimônio cultural!
Solicitação de Registro do Bem
Anuência da Comunidade
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Nota Técnica de Pertinencia
Ata/Decisão da Câmara Técnica do Patrimônio Imaterial
Data do Documento
13/04/2016
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Data do Documento
17/12/2022
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Dossiê do Registro
Data do Documento
01/10/2021
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Parecer técnico do Iphan
Data do Documento
09/03/2022
Autor
Lívia Moraes e Silva | Sabrina Cristina Queiroz Silva
Aviso de tramitação no DOU
Data do Documento
16/12/2022
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Parecer do relator do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural
Ata do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural
Data do Documento
09/05/2024
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Título do Bem
Data do Documento
14/05/2024
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Certidão do Registro do Bem
Data do Documento
09/05/2024
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)




