Sistema agrícola tradicional das comunidades quilombolas do Vale do Ribeira
Sobre o bem cultural
Vídeo de registro
Data
20/09/2018
Proponente do Registro
Instituto Socioambiental (Isa)
Período de ocorrência
Abrangência do registro
Etiqueta temática
Atividade produtiva | Cultura alimentar | Povos quilombolas | Sociobiodiversidade
Objetivos de Desenvolvimento Sutentável
Ação contra a mudança global do clima (Objetivo 13) | Arte, cultura e comunicação (Objetivo 19) | Consumo e produção responsáveis (Objetivo 12) | Fome zero e agricultura sustentável (Objetivo 2) | Povos originários e comunidades tradicionais (Objetivo 20) | Vida terrestre (Objetivo 15)
Informações de destaque lateral
Livro de Registro
Data de Registro
20/09/2018
Estados Brasileiros
Municípios da Instituição Proponente do Registro
São Paulo (SP) > Cananéia | São Paulo (SP) > Eldorado | São Paulo (SP) > Iguape | São Paulo (SP) > Iporanga | São Paulo (SP) > Itaóca | São Paulo (SP) > Jacupiranga
Acesse o processo de registro no Sistema Eletrônico de Informação
Descrição resumida
A ser definido posteriormente
Denominação
Sistema agrícola tradicional das comunidades quilombolas do Vale do Ribeira
Descrição Completa
No Vale do Ribeira, região marcada por extensas áreas de Mata Atlântica e por uma longa história de ocupação quilombola, comunidades preservam modos próprios de cultivar a terra e organizar a vida no campo. O conjunto de conhecimentos que orienta essas práticas é conhecido como Sistema Agrícola Tradicional (SAT). Ele reúne saberes sobre o plantio, o manejo da floresta, o preparo dos alimentos e as formas de convivência que fortalecem os vínculos entre as famílias e o território.
A base do sistema está nas roças de “coivara”, um tipo de cultivo que utiliza o fogo de forma controlada para preparar pequenas áreas de plantio. Após alguns anos, essas áreas são deixadas em descanso para se regenerarem, e novas roças são abertas em outros pontos do território. O manejo segue o ritmo das estações e respeita os ciclos da floresta, contribuindo para a preservação ambiental e para a diversidade de espécies da região.
Nas roças e quintais, cultiva-se uma grande variedade de alimentos, como mandioca, milho, feijão, arroz, frutas, raízes e ervas. As sementes, em sua maioria crioulas, são selecionadas e conservadas pelas próprias famílias e circulam entre as comunidades por meio de trocas. São mais de 240 variedades de plantas utilizadas com finalidades alimentares, medicinais e até para construção ou confecção de utensílios. Essa diversidade é o resultado do conhecimento acumulado e compartilhado ao longo do tempo.
O trabalho no SAT vai além das técnicas de cultivo, pois envolve também formas de cooperação que fortalecem os laços entre as famílias. Entre essas práticas estão os mutirões e as trocas de dia, em que o trabalho coletivo é realizado de forma solidária e retribuído com alimentos, apoio mútuo e momentos de convivência. As roças tornam-se espaços de encontro, onde música, dança e refeições preparadas com produtos cultivados pelas próprias comunidades fazem parte da rotina e das celebrações.
Além do plantio, o sistema abrange os modos de transformar e preparar os alimentos, o uso de utensílios feitos com materiais da floresta e os saberes ligados à cura, à proteção e à espiritualidade. A mandioca, por exemplo, é usada na produção de farinha, beijus e outros alimentos tradicionais. Peneiras, cestos, gamelas e pilões são confeccionados com madeira e fibras, compondo uma cultura material que está presente no dia a dia das famílias.
Essas práticas refletem a história de resistência das comunidades quilombolas, que permaneceram em seus territórios mesmo diante de inúmeras dificuldades. O SAT representa um modo de existir que garante autonomia alimentar, vínculo com a terra e continuidade cultural. Mesmo passando por transformações, ele segue sendo essencial para a vida de muitas famílias e permanece como uma referência de convivência respeitosa com o ambiente.
Em setembro de 2018, o Sistema Agrícola Tradicional das Comunidades Quilombolas do Vale do Ribeira foi registrado pelo Iphan como Patrimônio Cultural do Brasil, no Livro dos Saberes. O reconhecimento valoriza o conhecimento dessas comunidades, que seguem cuidando de suas roças, fortalecendo seus territórios e mantendo vivas formas de saber que contribuem para a diversidade cultural do país.
Esta descrição faz parte da síntese do conteúdo do processo administrativo nº 01450.004794/2014-59. O texto foi elaborado com o auxílio de inteligência artificial, baseado nos documentos do BCR (Bens Culturais Registrados) e revisado por especialistas humanos. Nosso objetivo é tornar as informações mais acessíveis e compreensíveis para todas as pessoas. Caso encontre alguma inconsistência ou tenha sugestões de melhoria, entre em contato conosco. A sua participação é fundamental para valorizarmos e preservarmos nosso patrimônio cultural!
Solicitação de Registro do Bem
Data do Documento
21/02/2013
Autor
Instituto Socioambiental (Isa)
Anuência da Comunidade
Data do Documento
22/10/2012
Autor
Comunidade Detentora do Bem Cultural
Nota Técnica de Pertinencia
Data do Documento
11/04/2016
Autor
Gabriella Cristina Pieroni | Sara Santos Morais
Ata/Decisão da Câmara Técnica do Patrimônio Imaterial
Data do Documento
13/04/2016
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Dossiê do Registro
Data do Documento
2017
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Parecer técnico do Iphan
Aviso de tramitação no DOU
Data do Documento
14/05/2018
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Parecer do relator do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural
Data do Documento
10/09/2018
Autor
Mana Manuela Ligeti Carneiro da Cunha
Ata do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural
Data do Documento
20/09/2018
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Título do Bem
Data do Documento
12/03/2019
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Certidão do Registro do Bem
Data do Documento
20/09/2018
Autor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)












